Doe-se

E no dia de hoje

Queira ser o motivo

Do sorriso de alguém

 

Afinal de contas

O que pode ser mais valioso

Do que ofertar o que só você tem?

quando-somos-bons

Estou vivo!

Estou vivo!

 

Há um calçadão de pedra portuguesa

Chamando por mim lá fora

Há a brisa do mar

Há a água de coco

Há luz do Sol me abraçando

Há amigos para me acompanhar

Há até banho de mar!

 

Tenho me sentido tão rico

Nessas coisas cotidianas

Tenho doado sorrisos

Beijos e abraços

E só posso dizer que estou extremamente grato.

 

Um bom dia para todos que sabem, como eu, que a felicidade não pode ser comprada com dinheiro, e que cada dia longe de si mesmo, no emaranhado das tolices do que não é essencial, é um dia perdido.

 

BOM DIA!!!

Um dia

O que seria do riso

Sem o choro?

Da presença

Sem a ausência?

Da essência

Sem a aparência?

Do para sempre

Sem o fim?

Da vida

Sem a morte?

 

Nada é por acaso

Só podemos sentir ou ser

Em função do que já não sentimos

Ou do que ja não somos

 

E sim, hoje estou feliz

Mas só porque, um dia

Já estive triste.

Decerto

Há coisas que são só para os olhos

E há aquelas coisas

Que ousam –

Que pousam! –

No ventre,

No útero,

No nascer,

No adeus,

Em Deus,

 

Há coisas –

E de todas essas coisas –

Há o grito,

Calmo ou aflito,

Onde te penumbro,

E nunca te ofusco.

 

Há luz,

Há verdade,

Há claridade

Na cerca que não cerca,

No abraço que não prende,

Na doença que não e moléstia,

Na ausência que é presença

Farta e certa.

 

E tudo

No momento certo,

Quer seja no coração que sangra,

Ou no que o orgulho lacra –

Aberto! –

Renasce por suas próprias forças,

Posto que o amor

Ressurge e urge

No presente fingido,

Cujo futuro –

Decerto –

É comunhão,

Entrega,

Vida,

Sublime abnegação,

Água no deserto.

É preciso!

É preciso se permitir sentir

Longe dos olhos e das bocas dos outros

Longe das fisionomias

E da linguagem corporal

Que sem saber dos fatos, julga

 

É preciso olhar para dentro

E de dentro olhar para fora

Ver como só se pode ver

Quando as luzes se apagam

E todo mundo já foi embora

 

É preciso crer na intuição

Ouvir a voz do coração

E sentir-se dono do sim e do não

E pensar não no caminho

Mas no que faz chegar ao futuro

 

É preciso saber o que é preciso

É preciso saber o que é da alma

É preciso saber que o tempo passa

É preciso saber que tudo muda

 

Menos aquilo… Aquilo não…

Aquilo não muda

 

É preciso saber qual é o nosso aquilo

Sorrir… Viver… Ser feliz…

E transformar o aquilo no isso

Pois no fundo

Com o coração desnudo

É do isso

É de tudo isso que se precisa.

Em vão

Vem cá…

Vem me falar

De tudo que você acha

Que não precisa dizer

 

Lembra?

Antes de tudo eu era amigo

Abrigo…

O bom dia

O boa noite

E tudo mais que precisava ser

 

Deixo assim

Nas tuas mãos

O direito de ser feliz –

Ou não!

 

Mas se quiser me falar

Do seu coração

Continuo por aqui

Depende só de você

Confessar-se

Ou deixar o momento ir-se em vão.