Toccata e Fuga em Ré Menor, BWV 565, de Johann Sebastian Bach

Perguntei para diversas pessoas se conheciam a letra da música Baile de Favela, de autoria do MC João, utilizada pela atleta Rebeca Andrade nas Olimpíadas de Tóquio. A grande maioria não conhecia a letra no detalhe. Ei-la.

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Baile de Favela

Que ela veio quente e hoje eu ‘to fervendo
Que ela veio quente, hoje eu ‘to fervendo
Quer desafiar, num ‘to entendendo
Mexeu com o R7 vai voltar com a xota ardendo (vai)

Que o Helipa é baile de favela
Que a Marconi é baile de favela
E a São Rafael é baile de favela
E os menor preparado pra foder com a xota dela (vai)

Eliza Maria é baile de favela
Invasão é baile de favela
E as casinha ‘é baile de favela
E os menor preparado pra foder com a checa dela (vai)

Que o Hebron é baile de favela
A bailão é baile de favela
E na rua 7 baile de favela
E os menor preparado pra foder com a checa dela (vai)

Ela veio quente, hoje eu ‘to fervendo
Ela veio quente, hoje eu ‘to fervendo
Quer desafiar, num ‘to entendendo
Mexeu com o R7 vai voltar com a xota ardendo (vai)

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A Toccata e Fuga em Ré Menor, BWV 565, de Johann Sebastian Bach, que também fez parte da apresentação no solo (era a primeira parte da música – a parte que antecedia ao funk), sequer foi citada nas notícias.

Em homenagem ao belo, ao clássico e ao atemporal, ei-la.

Foge não!

Vem cá…
Senta aqui…
Não fuja mais de mim!

Estou pronto!

Me conta tudo que eu nunca quis ouvir
Me deixa te sentir por completo
Em todas as partes do meu corpo
Em todas as minhas células
Pulsando pelas minhas veias
Não tenha dó de mim!

Cansei de te evitar
Cansei!

Vem cá, verdade…
De verdade:
Foge não!

Nuíssima

E ela que veio naturalmente

E casualmente se despiu

Ficou nua, nuíssima de alma

Coisa bonita assim nunca se viu

 

Mas ela insiste em andar vestida

E isso só sabe quem nela já viu

A pujança de seu coração petulante

Que desde sempre me sorriu

 

E entre as fugas das lembranças

E na presença do que não partiu

Foge de si mesma feito criança

Feito flor que ainda não se abriu

 

Mas a verdade insiste em mostrar-se

Nos detalhes em que na vida não fingiu

Que rondam sua mente tortuosamente

Na saudade do que ainda nem existiu

 

E nesses versos sinceros e ritmados

Feitos da sina do qual nunca fugiu

Ri para si mesmo o perspicaz poeta

De quem se foi e nunca partiu.

dejar-ir-es-parte-de-tu-historia-no-de-tu-destino-4

Contramão

Abra seus braços

Estenda sua mãos

E nos nevoeiros da vida

E nas estradas traiçoeiras

Vamos juntos, então

 

Mas se a sua opção

For esquecer o inesquecível

Dividir o indivisível

Achando ser possível

Fugir na contramão…

 

Para essa porra de carro, então!

r-contra-mao-errada7

Abusado e insolente

Teu segredo

Se revelou de forma veemente

Quando gritou o teu coração

E tentou ignora-lo a tua mente

 

Não seria de mais valor

Ou talvez mais prudente

Deixares de fingir que é dor

O amor que deveras sente?

 

Ah! O amor…

Essa coisa insistente

Que não pede por favor

E que torna o completo carente!

 

Ah! O amor…

Do qual tu foges bravamente

Mesmo sabendo que não há vida

Quando parte de ti está ausente

 

Ah! O amor…

Não, não estás doente

Já que és tão racional

Que reconheças: estás impotente!

 

Ah! O amor…

Que te rendas a este insistente

Que subjuga-te a seus caprichos

Não se trata de mero acidente

 

E que fique claro que sua existência

Não depende do teu aceite

O amor é o amor

Abusado e insolente.

ta1

Você está aqui

Vejo o sol nascer quadrado

Mas não estou preso

Já meu coração…

 

Não há habeas corpus

Fuga ou rebelião

Que o livrem desta prisão

 

Carece de grades

De motivo ou razão

É involuntária tal situação

 

O crime praticado?

Amar feito um condenado

E para isso não há perdão.

heart

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