Pedra Fundamental

Sair de cabeça erguida,
Brindar a integridade,
Degustar a verdade,
Manter a sanidade,
Ver as luzes da cidade
E sentir orgulho do eu que já não mais sou.

Porque este eu,
Este que não mais sou,
Lutou como sabia,
Tentou tudo que lhe cabia,
E na sua derrota aparente,
Surgiu vitorioso um dia.

Não venceu ninguém,
Posto que com ninguém competia.

Não humilhou ninguém,
Posto que assim se humilharia.

Foi só um alguém,
Que verdadeiramente existia.

E hoje, mais forte,
Mais valente,
Mais amoroso,
Olho para o eu que já não sou
E agradeço a Deus de joelhos por já ter sido.

Porque tudo que eu era
É hoje pedra fundamental
Do que vivo,
Do que sinto,
Do que acredito,
E de tudo mais que eu já sou,
E de tudo mais que eu ainda serei.

Obrigado por ter despedaçado o meu coração – Fábio Teruel

Está com o coração doendo? Veja esse vídeo.

Felicidade é uma escolha

Imagine-se em um salão cheio de portas. Algumas abertas e outras fechadas. As fechadas você tenta abrir e não consegue. Estão trancadas. As abertas, cada uma delas leva a um lugar ou a uma situação diferente da sua vida. Levam a seu passado.

Sem saber o que fazer, você olha na parede do salão e percebe que há algumas instruções em um quadro:

“As portas abertas são o seu passado. Não a totalidade do seu passado, mas assuntos que ficaram pendentes na sua vida, muito embora você tenha feito todo o esforço possível para resolvê-los.

As portas fechadas são o seu futuro e novas realidades que o universo está disposto a lhe oferecer.

Observação: é preciso fechar as portas do passado para que as portas do futuro se abram. Não há uma relação direta entre a quantidade de portas fechadas no passado com as que se abrirão no futuro.”

Você se senta no meio do salão, sem saber o que fazer. Revisita as portas abertas. Há uma mistura de apego com saudade em algumas portas. Em outras, pura frustração.

Decide, então, começar por estas. Lembra-se de situações frustrantes, da sua responsabilidade sobre elas e das variáveis que não podia controlar. Tira destas situações lições, e vai fechando as suas respectivas portas, uma a uma. Você nota, inclusive, que uma porta aberta, depois de fechada, não pode ser mais aberta.

Ainda sem entender muito bem o que está acontecendo, você tenta abrir as portas do futuro. Nenhuma delas se abriu. Desconfiado, você volta até o quadro com as instruções e as relê, percebendo que está seguindo a risca o processo.

As portas que misturam apego e saudade são mais difíceis de serem fechadas. Por mais que você as olhe, sente-se impotente e pensa:

“Nossa… Há tantas coisas boas ali naquelas portas… Não sei se consigo fecha-las. Nesta aqui, por exemplo. Amei tanto… Fui tão feliz… Mas ao mesmo tempo, nada de bom acontece nesta porta há muito tempo. O que me faz mante-la aberta é a pena de que não tenha dado tudo certo como eu planejei e o medo de que nada parecido volte a acontecer comigo.”

E assim você se sente diante de todos as portas do passado que permanecem abertas. Tenta abrir as portas do futuro, até para ver se alguma das portas poderia substituir alguma do passado, mas as portas continuam trancadas.

Você volta ao quadro para reler novamente as instruções, mas percebe que elas mudaram. No quadro está apenas uma frase:

“Tenha fé no futuro.”

Sem saber o que fazer, você para diante de cada uma das portas abertas do seu passado e começa a fecha-las. Não todas. As mais fáceis, talvez. Sente um aperto no peito e lágrimas escorrem pelo seu rosto enquanto faz isso. Instintivamente, você tenta reabrir algumas delas, mas elas não se abrem mais. Estão trancadas.

Você sente um misto de desespero, desconfiança, e se sente um idiota por ter confiado em um quadro que muda aleatoriamente o texto que nele está escrito. Sua alma enche-se de medo. Seu coração dispara. Você sente-se enganado.

E depois de passar um longo período refletindo sobre o seu passado, uma semente de uma planta chamada “não tenho nada a perder” começa a brotar dentro do seu coração. E você volta diante das portas que ainda permanecem abertas e vai fechando-as uma a uma, até que se dá conta de que fechou todas.

Tenta abrir, então, as portas do futuro, mas elas permanecem fechadas. Revoltado, você volta até o quadro que agora diz apenas:

“O futuro é seu.”

E você ouve o barulho de muitas portas se destrancando. Todas as portas, tanto as do passado como as do futuro. Não pensa em reabrir as do passado, entretanto. Você já sabe o que há dentro delas. Tenta, então, abrir a primeira porta do futuro e adentra em uma sala cheia de outras portas, que por sua vez, conduzem à tantas outras portas. Nada muito interessante, e você resolve voltar para o salão.

Curioso, você vai abrindo todas as portas do futuro, uma a uma, e em cada uma delas há algo que você sempre desejou ou sempre quis. Algo que voce sempre achou essencial para a sua felicidade. Em uma delas, por exemplo, estava o parecia ser o emprego dos seus sonhos. Em outra, o possível amor da sua vida. Cada porta continha um aspecto importante e não menos relevante na sua totalidade, ao ponto de você não saber qual delas escolher.

Intrigado, você resolve voltar até a primeira porta que abriu. Afinal de contas, por que somente ela parecia não levar lugar algum? E para a sua surpresa, na porta estava escrito FELICIDADE. Você abre a porta e entra para ver se algo mudou, e se depara com o mesmo mundo em que vivia antes, mas com a certeza de que já não carrega dentro de si o peso e as dores do passado. O passado agora permanece dentro de você como memórias e histórias, que não mais doem ou assustam. E você olha para trás e se dá conta de que já não há mais porta alguma. Não há para onde voltar. E em um outdoor todo iluminado, bem a sua frente, um texto que você já conhecia:

“O futuro é seu.”

E então você começa a entender tudo e fala para si mesmo:

“O mundo não mudou, mas eu mudei. Estou pronto para o futuro. O futuro é meu.”

Vim trazer verdades 44

A vida nem sempre vai seguir de acordo com o que você espera, e muito menos acontecer de maneira linear. Você vai dormir com algumas certezas, e no dia seguinte, aparentemente do nada, tudo muda.

É o emprego de anos que se perde. É a pessoa amada que se vai. É o amigo que se mostra ingrato. As possibilidades são muitas.

E aí, bate aquele desespero. A gente pensa que Deus não existe, pergunta o que fez para merecer aquela situação, se desespera, lamenta, chora… E isso é normal. Somos humanos. É comum o estranhamento quando alguma mudança importante está ocorrendo em nossas vidas. Viva essa perda, essa espécie de luto se for o caso, mas não fique nessa por muito tempo. Não mesmo.

Uma das coisas que aprendi é que o que tem que ficar, fica, e o que tem que ir, vai. Não há muito que possa ser feito a respeito disso. Trabalhar feito um louco pode não livra-lo da demissão. Amar e ser fiel não necessariamente vai manter a seu lado a pessoa amada. Ajudar seu amigo em um momento difícil não é garantia de reconhecimento de uma amizade verdadeira.

Mas nada acontece por acaso. O tempo é o senhor de nossas vidas. Há planos para nós que nossa visão imediatista e limitada ignora. Para que o novo chegue, é preciso que o antigo se vá. É preciso abandonar o passado para abraçar o futuro.

Então, toda vez que parecer que você fez tudo que era possível para que algo funcionasse e ainda assim não deu certo, relaxe. Aceite. Agradeça. Lá na frente, com o passar do tempo, você vai entender tudo com uma clareza absurda e será capaz de dizer “Ainda bem que tudo isso me aconteceu!”

Seja lá porque motivo for, nunca perca a sua fé. O melhor ainda está por vi.

Em Deus eu confio

Dei-me conta de que quando eu rezava pedindo para que fosse feito o melhor por nós (por ela e por mim), estava pedindo para Deus afasta-la de minha vida. Não havia o tal nós e era justamente isso que eu não entendia, que eu não sabia, que eu desconhecia. Eu era só um ator coadjuvante em um filme de quinta categoria, induzido ao erro 24 horas por dia. Manipulado por completo por uma pessoa que sempre me dizia: “Confia em mim. Me espera. Nós vamos ficar juntos”. E ela falava essas coisas olhando dentro dos meus olhos…

Não nasci para isso! Nasci para ser protagonista da minha própria vida. E por mais que doa perceber que nunca (repito: nunca!) fui nada, absolutamente nada além de uma peça em um jogo perverso sem possíveis vencedores, foi nessa descoberta que encontrei toda a força necessária para seguir adiante.

A verdade liberta. Hoje, eu sou livre. Dou graças a Deus por isso. E sigo em frente de cabeça erguida, com a consciência tranquila, e agradecido pela chance de poder recomeçar mais uma vez.

Em Deus eu confio. Sempre.

agorababou.com – OBRIGADO!

Ontem, o blog agorababou.com superou todas as visitas recebidas em 2019. Isso tem a ver com o meu trabalho e com o conteúdo que posto por aqui, mas também tem a ver com a pandemia e o distanciamento social. É a parte triste desses números, mas é a verdade.

De qualquer maneira, eu queria agradecer a todos que por aqui passam, quer seja acidentalmente ou com freqüência. Muitas vezes recebo comentários e até mesmo e-mails que sequer torno públicos, mas que mostram o quanto o que eu escrevo toca as pessoas nos mais variados aspectos, sendo que esse sempre foi o objetivo do meu blog. Chacoalhar as pessoas. Mostrar como eu enxergo o mundo.

Nesse sentido, o meu blog também é muitas vezes meu amigo e meu confidente. Através dele, sou capaz de estruturar meus pensamentos e entender melhor as coisas que eu sinto. O meu blog é humano, cheio de falhas e defeitos, mas cheio de sinceridade e de amor. Eu escrevo porque eu preciso escrever, e é um prazer saber que isso é apreciado por todos que me acompanham nessa jornada.

Meus sinceros agradecimentos! Muito, muito obrigado! Que Deus nos abençoe!

Mais uma lição

Nos momentos ruins

Nos dias ruins

Quando tudo e todos

Quero simplesmente esquecer

Sei que neles estão

Tudo que devo aprender

 

O que fiz?

Por que fiz?

O quanto fiz para chegar até ali?

Obra do acaso

Ou será que tudo eu simplesmente permiti?

 

E lembro-me que sou responsável

Diretamente responsável

Pelos rumos de minha vida

No excesso

Ou na carência

De sins e de nãos

Colho o que plantei

A vida é assim

Não há perdão

 

E quando penso que cheguei ao chão

Surge-me Deus

E acaba com minha sofreguidão

Será que desta vez

Aprendi de fato a lição?

 

Pelo sim e pelo não

Em nome do talvez

Aceito sem porquês

Minha sina

E nutro por ela

Enorme e infinita

E ainda assim aflita

Gratidão.

conformar

Estou vivo!

Estou vivo!

 

Há um calçadão de pedra portuguesa

Chamando por mim lá fora

Há a brisa do mar

Há a água de coco

Há luz do Sol me abraçando

Há amigos para me acompanhar

Há até banho de mar!

 

Tenho me sentido tão rico

Nessas coisas cotidianas

Tenho doado sorrisos

Beijos e abraços

E só posso dizer que estou extremamente grato.

 

Um bom dia para todos que sabem, como eu, que a felicidade não pode ser comprada com dinheiro, e que cada dia longe de si mesmo, no emaranhado das tolices do que não é essencial, é um dia perdido.

 

BOM DIA!!!