Eu rumo

Hoje, reparei nas nuvens

Há tempos não fazia isso

Céu azul de inverno

Nuvens como se fossem de algodão

Sendo levadas pelo vento

 

Deixou-me curioso a sua leveza

Enquanto nuvem, à mercê do vento

Indo como se soubesse a direção

Ignorando sua própria existência

Seu motivo e razão

 

Nuvens claras nos dias de sol

Escuras nos dias de chuva

Livres

Felizes

Indo para não se sabe onde

 

E pensei que eu também gostaria de ser nuvem

Eu queria ir…

Ir…

Mundo afora, sem porque ou motivação

Descobrir aonde o vento faz a curva

E ser insubstancial, nada urgente

No inverno e também no verão

 

Mas há quem nasça para ser nuvem

E há quem nasça para ser vento

 

Eu sou vento!

 

Da brisa suave

Até qualquer grande tormenta

Eu carrego

Eu levo

Eu movo e removo

Eu faço o que tiver que ser feito

Eu simplesmente não me contento.

Ex Cidade Maravilhosa

No Rio de Janeiro, só há duas estações no ano:

  1. Inferno, que dura cerca de 360 dias no ano;
  2. Inverno, que dura uns 5 ou 6 dias, com temperaturas típicas dos polos.

Como não dá para sair correndo pelado por aqui no inferno (nem seria aconselhável, sob risco de multa por poluição visual em alguns casos), gastamos uma fortuna de ar-condicionado. Não satisfeitos, depois gastamos fortunas tratando alergias por conta dos casacos mofados que passamos a usar quando a temperatura polar chega, que como todos sabem, é algo em torno de 20 graus Celsius.

Enfim… Cada povo tem as estações que merece, e o cheiro dos transportes coletivos não fica nada agradável durante o inferno.

Quer vir ao Rio de Janeiro? Venha de férias, se hospede em um hotel, e curta sua praia… No dia-a-dia, duvido que seja melhor do que qualquer lugar ruim para se viver. A “Cidade Maravilhosa” já perdeu quase todos seus encantos. O que ficou mesmo foi o pranto.

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Matando a saudade

Faça lua ou faça sol

Faça inverno ou verão

Por azar ou por sorte

Na luz ou na escuridão

Ela está lá…

Do amor, litisconsorte

Ouças-me bem, saudade:

Uma hora dessas

Estrangulo-te até a morte!

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