Vim trazer verdades 33

Não se engane e nem se cobre demais. O objetivo não é esquecer aquilo de ruim que aconteceu na sua vida. O objetivo é lembrar de uma maneira que não cause mais dor e focar no aprendizado que adveio dessa situação. Aceite o processo. Vai doer, mas vai passar.

Você não é perfeito (e nem eu)

“Vejam os absurdos que fizeram comigo! Sim, eles! Só não me perguntem (e se souberem ignorem) os meus mal feitos para com eles!”

Há momentos em que é preciso fazer um sincero e pretencioso mea culpa. É preciso olhar-se no espelho, de verdade, e reconhecer-se. É preciso não insistir em narrativas vitimistas, fantasiosas e falaciosas. É preciso parar de tentar defender o indefensável, o injustificável. É preciso olhar para dentro e admitir o dano que foi causado ao outro, ainda que sem querer.

A vida é isso. Não pode se ver como errado e se absolver aquele que não reconhece o próprio erro. Nem aquele que aponta os dedos em todas as direções em busca de culpados, quando deveria ao menos estar apontando alguns dedos para si mesmo. Nem aquele que foi imprudente ou mesmo inconsequente e não admite a possibilidade de ter se comportado de maneira inadequada. Nem aquele que acredita que na sua história, no seu curriculum, não há nenhum mal feito.

É preciso parar de achar que todos os outros são os culpados, menos o eu. Sim, o eu. O eu também erra ainda que de maneira involuntária. O eu não é perfeito e precisa se dar conta disso. O eu não está acima do bem e do mal. O eu não pode apenas querer ser desculpado sem nunca se culpar ou mesmo se responsabilizar para se desculpar em seguida. O eu precisa se colocar no lugar dos outros para entender o que está acontecendo em sua própria vida. O eu precisa saber que a vida é mais do que a percepção que ele tem de si mesmo.

Não, isso não é obrigatório. Nada é obrigatório. Ninguém precisa mudar para deixar os hábitos ruins de lado. Ninguém precisa abandonar as desculpas e as justificativas. Ninguém precisa tentar entender melhor o mundo dos outros e o mundo ao seu redor. Ninguém precisa reconhecer que não é perfeito. Ninguém. Já para ser alguém, é preciso tudo isso.

As pessoas tendem a perder a paciência com os perfeitos, porque sabem que eles não existem. A perfeição é uma afronta para quem possui um mínimo de inteligência. Pior: a perfeição impede que a pessoa seja de fato perdoada. Perdoar o perfeito? Por quê? O perfeito sequer precisa disso. O perfeito só faz o que é certo e está implícito que todas as culpas e responsabilidades no transcorrer de sua vida são dos outros, sempre.

Sim, tem a ver com humildade. Tem a ver com baixar a guarda. Tem a ver com procurar o diálogo. Tem a ver com o “eu queria entender o porquê de você estar assim comigo”. Tem a ver com o “será que eu fiz algo tão grave e não percebi?” Tem a ver com o “será que eu dei motivos?” Tem a ver com reconhecer que a realidade vista pelos olhos dos outros pode ser diferente da que se imagina. Tem a ver com reconhecer uma eventual miopia. Tem a ver com querer resolver em definitivo os problemas. Tem a ver com se tornar humano, imperfeito, e justamente por isso merecedor do perdão, da compaixão, de amparo, de auxílio.

Escrevi esse texto me olhando no espelho. Continuo imperfeito, graças a Deus (esse sim, perfeito)! Feliz assim. E você?

Amar outra pessoa, mas não ter coragem de deixar o parceiro

Alguns acreditam que é mais fácil abandonar do que ser abandonado, mas não é bem assim. Há circunstâncias em que se torna quase impossível deixar o parceiro, mesmo quando existe amor por uma terceira pessoa. São casos em que a culpa, o senso de dever ou as dívidas emocionais, reais ou imaginárias, impedem a pessoa de se afastar. É amar outra pessoa, mas não ter coragem de deixar o parceiro.

A possibilidade de terminar o relacionamento muitas vezes se transforma em uma encruzilhada para a qual não há saída. A pessoa percebe que não há mais amor, mas mesmo assim, existe uma série de fatores que a impedem de tomar uma decisão firme e romper a relação.

Esta situação não traz nada de positivo. Se isso não for resolvido a tempo e as medidas apropriadas não forem tomadas, é possível que se transforme em uma grande confusão que afete negativamente todos os envolvidos e não termine de maneira saudável.

“Você tem que aprender a levantar da mesa quando o amor não é mais servido”.

– Nina Simone –

Fatores que impedem a separação do casal

A culpa é a principal razão pela qual as pessoas têm dificuldade em deixar o parceiro, mesmo que estejam apaixonadas por outra pessoa. Esse sentimento surge porque você não quer ferir alguém que contribuiu com elementos valiosos para a sua vida. A ruptura vai machucar essa pessoa, e você não quer carregar esse peso.

Outra razão frequente é a dúvida, que acaba impedindo uma decisão. Nesse caso, a pessoa sente medo do que pode acontecer no futuro. Em muitos casos, apesar de não sentir mais amor, o conhecido é melhor do que aquilo que ainda não conhecemos. É então que surge a insegurança. “E se  der tudo errado? E se eu quiser voltar e ela não me aceitar?”

Também pode acontecer da pessoa delegar para a terceira pessoa a responsabilidade da resolução do problema. Espera-se que seja o “outro” ou a “outra” com quem já existe um vínculo amoroso ou não, que assuma o trabalho de pressionar, insistir ou “fazer alguma coisa” para que ela decida deixar o parceiro. Em última análise, a pessoa quer evitar a responsabilidade que essa decisão implica.

Não deixar o parceiro a tempo…

O que é realmente problemático no fato de não assumir a decisão de deixar o parceiro é que isso nos leva a situações confusas que causam muito sofrimento aos envolvidos. Muitas vezes, a pessoa pratica uma série de ações inconscientes que doem muito mais do que uma verdade no tempo correto.

As principais formas de expressar essa decisão adiada são as seguintes:

  • Violência psicológica. Sem perceber, a pessoa pode culpar o seu parceiro atual pelo simples fato dele existir e não permitir que ela esteja com essa outra pessoa por quem está apaixonada. Então, qualificará como ruim tudo o que o outro faz ou diz. Aumentará as críticas sobre seu comportamento e demonstrará uma atitude de aborrecimento.
  • A mentira e o engano. A culpa, indecisão ou também podem levar a um emaranhado de mentiras. A pessoa mente para o parceiro e para o seu novo amor. Age dessa forma para não deixar o parceiro de forma abrupta, mas também para não perder a outra pessoa. Não é uma maneira madura de adiar o inevitável.
  • Estratégias passivo-agressivas. Não são estratégias bem definidas, como tomar distância emocional ou lançar acusações indiretas ao parceiro. A pessoa se mostra aborrecida, mas não expressa isso claramente; esconde o verdadeiro conflito.
  • Deixar pistas comprometedoras. Consiste em deixar sinais comprometedores para “ser pego”. A pessoa deixa sinais da existência de uma terceira pessoa e do interesse que existe por ela, para que o parceiro perceba e seja ele quem termine o relacionamento.

As consequências de não agir com maturidade ao amar outra pessoa

Quando um relacionamento não termina no tempo certo, geralmente é doloroso para todas as partes envolvidas. O parceiro atual sente ou pressente aquela ruptura que flutua no ambiente. Vai procurar entender melhor o que está acontecendo. Mas se o outro não colocar as cartas na mesa, isso causará angústia, dúvidas e desconforto.

Nessas condições, o parceiro acaba não sabendo em que terreno está pisando e não terá elementos para tomar decisões. Isso dará origem a um grande sofrimento, a ilusões sem bases seguras ou expectativas inúteis. Esse tipo de jogo psicológico causa muito mais dor do que expressar de uma vez por todas o que está acontecendo.

O terceiro envolvido também é muito afetado. Ele não sabe se deve esperar que o outro resolva a situação ou simplesmente seguir em frente. Também pode experimentar inseguranças e desconfianças, que não é a melhor forma de iniciar um novo relacionamento.

Por tudo isso, não deixar o parceiro na hora certa é, basicamente, um sinal de egoísmo e indolência. É evitar o seu próprio desconforto, provocando o sofrimento dos outros. Mas você também pode se machucar com essa situação. Os medos, as indecisões e a falta de compromisso consigo mesmo geralmente cobram um alto preço.

Fonte: https://amenteemaravilhosa.com.br/amar-outra-pessoa/

Meus comentários: Desse mal eu não morro.

Breadcrumbing, a última moda para terminar com alguém