Vim trazer verdades 26

O mentiroso (ou a mentirosa) quer, antes de mais nada, ganhar tempo. Sendo a verdade inevitável (ela sempre aparece), a mentira é apenas um adiamento do inexorável banquete das consequências e das atribuições de responsabilidades. O mentiroso (ou a mentirosa) sabe que pode dormir rei e acordar roto. E sim, o universo sempre conspira para que a verdade se restabeleça, e justamente por isso é que os dias de um mentiroso (ou de uma mentirosa) estão sempre contados.

Aproveite enquanto pode, mentiroso (ou mentirosa). É só questão de tempo.

Foge não!

Vem cá…
Senta aqui…
Não fuja mais de mim!

Estou pronto!

Me conta tudo que eu nunca quis ouvir
Me deixa te sentir por completo
Em todas as partes do meu corpo
Em todas as minhas células
Pulsando pelas minhas veias
Não tenha dó de mim!

Cansei de te evitar
Cansei!

Vem cá, verdade…
De verdade:
Foge não!

Se eu pudesse…

…dar um único conselho a alguém, seria o seguinte:

Nunca confie em palavras,

Em textos,

Em rimas,

Em versos,

Em músicas,

Em declarações de amor.

Confie em atitudes e somente em atitudes. Confie na sua voz interior quando esta suspeita que há algo errado. Repare nos detalhes. Se atitudes e palavras não convergem, acredite nas atitudes. Sempre.

Porque a vida é assim: cheia de gente que promete mundos e fundos, mas que na prática, ou seja, nas atitudes, faz o que é diametralmente oposto a isso.

Já passou por essa situação? Não se culpe por acreditar em quem não merecia crédito algum. Isso é um problema de caráter da outra pessoa, que não tem nada a ver com você.

Não deixe de acreditar no mundo por conta disso, ok? Fica a lição, e todos nós viemos ao mundo para aprender.

Preciso da minha solidão

Olhei pela janela – a mesma de todos os dias – e agradeci. Nunca estar vivo significou tanto para mim.

Abracei minha filha, minha mãe. As lágrimas escorriam sem nenhum controle. Eu não sabia o que dizer. Não sabia o que sentir, muito embora eu sentisse muito. Eu tinha em mim todos os sentimentos do mundo.

Meus amigos me ligavam, atônitos, tentando entender o que havia acontecido. Eu não conseguia contar, não conseguia explicar, porque contar era reviver, e reviver fazia meu coração disparar. Reviver era quase como quase morrer de novo e eu não queria mais isso para mim.

Enquanto uma xícara de café reanimava meu corpo, um filme se passava em minha mente. Lembranças do que foi indo de encontro a tudo que realmente é. Lembranças do que fui indo de encontro ao que realmente sou. Era como se fossem dois eus perdidos e entrelaçados, difusos, atordoados. Era como se eu tivesse perdido tudo e ao mesmo tempo não tivesse perdido nada. O real e o imaginário juntos, nus, completamente despedaçados.

Havia um senso de que tudo precisava mudar e de que era necessário deixar muita coisa ir. Eu precisava mudar. Eu precisava ir. Eu só não sabia o que mudar ou mesmo como mudar, e muito menos para onde ir. De nada eu sabia. Eu não me reconheci.

As palavras que ouvi a meu respeito não ecoavam dentro de mim, mas nem por isso deixavam de ter importância. Até porque a questão não eram apenas as palavras, mas quem as disse e porque as disse. Palavras que iam na contramão de tudo que já havia sido anteriormente dito, vivido e sentido. Palavras. Simplesmente palavras. Palavras com a intenção de se eximir.

Eu errei. Fui induzido ao erro. Agi tendo como base tudo o que eu tinha como verdade. E essa verdade foi construída olhos nos olhos, em conversas intermináveis, em conversas que nunca pensei que chegariam ao fim. A verdade foi construída em uma trama interminável de mentiras que eu aceitei, que eu permiti, que eu vivi.

Foi duro. É duro. A realidade é lancinante. Acordar dói. Dormir também. Fazer algo dói. Não fazer nada também. Existir dói, mas eu sei que eu preciso, mais do que nunca, existir. Não há outra possibilidade. Existir e resistir é a minha grande razão.

E em meio a reuniões de trabalho, onde tudo precisava parecer perfeito, eu olhava para o chão cabisbaixo, tomado por imensa vergonha, desiludido com a minha pretensão e crença infinita de que eu poderia de fato ser ou mesmo estar feliz. Tudo que fiz foi absolutamente em vão.

E diante de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Virgem Maria, deixei meus joelhos tocarem no chão. Não me ajoelhei apenas por respeito, mas por pura exaustão. Não sabia o que pedir. Não imaginava como começar qualquer oração. E acabei por implorar por piedade, pedir e oferecer perdão, e agradecer pelas bênçãos recebidas até então.

E diante deste texto que ora escrevo, sem qualquer motivo especial ou mesmo razão, declaro-me impotente e ao mesmo tempo inocente, muito embora eu ainda esteja dentro de uma prisão.

Nada que o tempo não cure, eu bem sei, mas é assim que me sinto no agora, diante da imensidão de incertezas, de sonhos reduzidos a infinitas farpas e cacos de vidro espalhados pelo chão.

Esse sou eu hoje. Amanhã serei outro qualquer. Melhor do que hoje, por certo. Preciso fazer as pazes com a minha solidão. Preciso aprender a ficar com o nada. Preciso enfrentar o mundo e me enfrentar. Eu simplesmente preciso, muito embora não saiba exatamente do que e muito menos o porquê. Eu só preciso.

NUNCA

Eu me lembro do quanto era fantástico fazer amor com você
Você dizia e fazia que me amava, e eu a amava integralmente, totalmente –
Parecia que de fato nos amávamos –
E todas as vezes que nos deitávamos era assim

TODAS

Cada toque meu em seu corpo, por mais safado e absurdo que fosse
Também era sempre um profundo gesto de amor e reverencial respeito
Fui fiel a você em toda e qualquer circunstância
Mais do que isso, fui fiel a mim e a meus sentimentos
Você era para mim a personificação do sagrado feminino

SEMPRE

Mas, se aquela com a qual me deitei tantas vezes era só uma projeção ou espelhamento dos meus desejos
Uma persona criada para tirar de mim o que eu sou capaz de ser e fazer somente quando amo e acredito que sou amado
Sou obrigado a reconhecer que eu jamais me deitei ou fiz amor com você
E as consequências disso são inevitáveis e inadiáveis:
Em tempo algum me teve ou foi por mim amada de verdade: sequer sei quem é você

NUNCA.

Amar outra pessoa, mas não ter coragem de deixar o parceiro

Alguns acreditam que é mais fácil abandonar do que ser abandonado, mas não é bem assim. Há circunstâncias em que se torna quase impossível deixar o parceiro, mesmo quando existe amor por uma terceira pessoa. São casos em que a culpa, o senso de dever ou as dívidas emocionais, reais ou imaginárias, impedem a pessoa de se afastar. É amar outra pessoa, mas não ter coragem de deixar o parceiro.

A possibilidade de terminar o relacionamento muitas vezes se transforma em uma encruzilhada para a qual não há saída. A pessoa percebe que não há mais amor, mas mesmo assim, existe uma série de fatores que a impedem de tomar uma decisão firme e romper a relação.

Esta situação não traz nada de positivo. Se isso não for resolvido a tempo e as medidas apropriadas não forem tomadas, é possível que se transforme em uma grande confusão que afete negativamente todos os envolvidos e não termine de maneira saudável.

“Você tem que aprender a levantar da mesa quando o amor não é mais servido”.

– Nina Simone –

Fatores que impedem a separação do casal

A culpa é a principal razão pela qual as pessoas têm dificuldade em deixar o parceiro, mesmo que estejam apaixonadas por outra pessoa. Esse sentimento surge porque você não quer ferir alguém que contribuiu com elementos valiosos para a sua vida. A ruptura vai machucar essa pessoa, e você não quer carregar esse peso.

Outra razão frequente é a dúvida, que acaba impedindo uma decisão. Nesse caso, a pessoa sente medo do que pode acontecer no futuro. Em muitos casos, apesar de não sentir mais amor, o conhecido é melhor do que aquilo que ainda não conhecemos. É então que surge a insegurança. “E se  der tudo errado? E se eu quiser voltar e ela não me aceitar?”

Também pode acontecer da pessoa delegar para a terceira pessoa a responsabilidade da resolução do problema. Espera-se que seja o “outro” ou a “outra” com quem já existe um vínculo amoroso ou não, que assuma o trabalho de pressionar, insistir ou “fazer alguma coisa” para que ela decida deixar o parceiro. Em última análise, a pessoa quer evitar a responsabilidade que essa decisão implica.

Não deixar o parceiro a tempo…

O que é realmente problemático no fato de não assumir a decisão de deixar o parceiro é que isso nos leva a situações confusas que causam muito sofrimento aos envolvidos. Muitas vezes, a pessoa pratica uma série de ações inconscientes que doem muito mais do que uma verdade no tempo correto.

As principais formas de expressar essa decisão adiada são as seguintes:

  • Violência psicológica. Sem perceber, a pessoa pode culpar o seu parceiro atual pelo simples fato dele existir e não permitir que ela esteja com essa outra pessoa por quem está apaixonada. Então, qualificará como ruim tudo o que o outro faz ou diz. Aumentará as críticas sobre seu comportamento e demonstrará uma atitude de aborrecimento.
  • A mentira e o engano. A culpa, indecisão ou também podem levar a um emaranhado de mentiras. A pessoa mente para o parceiro e para o seu novo amor. Age dessa forma para não deixar o parceiro de forma abrupta, mas também para não perder a outra pessoa. Não é uma maneira madura de adiar o inevitável.
  • Estratégias passivo-agressivas. Não são estratégias bem definidas, como tomar distância emocional ou lançar acusações indiretas ao parceiro. A pessoa se mostra aborrecida, mas não expressa isso claramente; esconde o verdadeiro conflito.
  • Deixar pistas comprometedoras. Consiste em deixar sinais comprometedores para “ser pego”. A pessoa deixa sinais da existência de uma terceira pessoa e do interesse que existe por ela, para que o parceiro perceba e seja ele quem termine o relacionamento.

As consequências de não agir com maturidade ao amar outra pessoa

Quando um relacionamento não termina no tempo certo, geralmente é doloroso para todas as partes envolvidas. O parceiro atual sente ou pressente aquela ruptura que flutua no ambiente. Vai procurar entender melhor o que está acontecendo. Mas se o outro não colocar as cartas na mesa, isso causará angústia, dúvidas e desconforto.

Nessas condições, o parceiro acaba não sabendo em que terreno está pisando e não terá elementos para tomar decisões. Isso dará origem a um grande sofrimento, a ilusões sem bases seguras ou expectativas inúteis. Esse tipo de jogo psicológico causa muito mais dor do que expressar de uma vez por todas o que está acontecendo.

O terceiro envolvido também é muito afetado. Ele não sabe se deve esperar que o outro resolva a situação ou simplesmente seguir em frente. Também pode experimentar inseguranças e desconfianças, que não é a melhor forma de iniciar um novo relacionamento.

Por tudo isso, não deixar o parceiro na hora certa é, basicamente, um sinal de egoísmo e indolência. É evitar o seu próprio desconforto, provocando o sofrimento dos outros. Mas você também pode se machucar com essa situação. Os medos, as indecisões e a falta de compromisso consigo mesmo geralmente cobram um alto preço.

Fonte: https://amenteemaravilhosa.com.br/amar-outra-pessoa/

Meus comentários: Desse mal eu não morro.

Breadcrumbing, a última moda para terminar com alguém

Tudo na vida é uma opção

Fugindo dos olhos

Da voz

Do toque

 

Mantendo-se distante

Olhando de longe

Ou mesmo nem olhando

 

O Sol

A Lua

O mar

Não precisam de anuência para existir

 

Há coisas que simplesmente existem

E que são como são

 

A recusa

A negação

O não dito em detrimento do sim

O sim dito no lugar do não

 

E a vida passa…

Cheia de possibilidades

De escolhas

Tudo na vida é uma opção

 

E diante de toda mentira explícita

Há uma verdade enclausurada

Clamando por atenção.

verdades