Sangrando – Gonzaguinha

Eis uma música que eu gostaria de ter feito…

“Sangrando”
(Gonzaguinha)

Quando eu soltar a minha voz
Por favor entenda
Que palavra por palavra
Eis aqui uma pessoa se entregando

Coração na boca
Peito aberto
Vou sangrando
São as lutas dessa nossa vida
Que eu estou cantando

Quando eu abrir minha garganta
Essa força tanta
Tudo aquilo que você ouvir
Esteja certa
Que estarei vivendo

Veja o brilho dos meus olhos
E o tremor nas minhas mãos
E o meu corpo tão suado
Transbordando toda a raça e emoção

E se eu chorar
E o sal molhar o meu sorriso
Não se espante, cante
Que o teu canto é a minha força
Pra cantar

Quando eu soltar a minha voz
Por favor, entenda
É apenas o meu jeito de viver
O que é amar

Partituramente

Durante um ano inteiro

Executamos a nossa música

 

Lembra?

 

Mais ou menos assim:

Eu te amo

Água na boca

Delícia

Saudades

Gemidos

Voz rouca

Cheiro, calor, sabor, comichão, sufoco

Só para economizar reticências!

 

Transcrita

Minha partitura

Minha mais essencial

E atemporal

Essência

 

Ao longe

A melodia

O ritmo

A harmonia

O clássico

O meio sem jeito

Mas acima de tudo

Pretérito

Presente

Futuro

Muito mais do que perfeito.

corpo

Anjos do Asfalto – O Sol – 1991

E aí, você acorda em uma segunda-feira qualquer, e um amigo (vocalista da banda na época e seu padrinho de casamento) posta na sua timeline do Facebook uma gravação em vídeo de um show que fez com você em 1991… Sem palavras!

Eu tinha 19 anos… Só 19 anos. Muita história nessa música!

Banda: Anjos do Asfalto (Cacau, Fabinho, Fabio Ottolini, Raul Silveira Simoes, Granamyr)

Música: O Sol

Autores: Cacau Hausen e Fábio Ottolini

Local: Duerê – Niterói/RJ

Ano: 1991

I’ll be there for you – Bon Jovi

E agora, uma música de uma banda que todo mundo nega que gosta e secretamente gosta. Letra logo abaixo. 🙂

I’ll be there for you
(Bon Jovi)

I guess this time you’re really leaving
I heard your suitcase say goodbye
And as my broken heart lies bleeding
You say true love in suicide

You say you’re cried a thousand rivers
And now you’re swimming for the shore
You left me drowning in my tears
And you won’t save me anymore

Now I’m praying to God
You’ll give me one more chance, girl

I’ll be there for you
These five words I swear to you
When you breathe I want to be the air for you
I’ll be there for you

I’d live and I’d die for you
Steal the sun from the sky for you
Words can’t say what a love can do
I’ll be there for you

I know you know we’re had some good times
How they have their own hiding place
I can promise you tomorrow
But I can’t buy back yesterday

And baby you know my hands are dirty
But I wanted to be your valentine
I’ll be the water when you get thirsty, baby
When you get drunk, I’ll be the wine

I’ll be there for you
These five words I swear to you
When you breathe I want to be the air for you
I’ll be there for you

I’d live and I’d die for you
Steal the sun from the sky for you
Words can’t say what a love can do
I’ll be there for you

And I wasn’t there when you were happy
I wasn’t there when you were down
I didn’t mean to miss your birthday, baby
I wish I’d seen you blow those candles out

I’ll be there for you
These five words I swear to you
When you breathe I want to be the air for you
I’ll be there for you

I’d live and I’d die for you
Steal the sun from the sky for you
Words can’t say what a love can do
I’ll be there for you

Efeito borboleta

Ouvi aquela música

Coloquei aquele perfume

Senti aquele cheiro

Fui naquele restaurante

Pedi aquela comida

Senti aquele gosto

Tomei aquele café

Vi aquele filme

Tomei aquele banho

Usei aquele sabonete

Folheei aquele livro

Pensei naquele assunto

Dormi daquele jeito

Sonhei aquele sonho

 

Sim…

Você sabe do que estou falando

Estava comigo para todos os efeitos

A saudade me faz replicar de longe

Todos os nossos cotidianos e banais feitos

 

Eu confesso! Eu confesso!

 

Meu maior e mais grave defeito

É deseja-la rotineiramente

No futuro do pretérito do presente perfeito

Nua…

Totalmente nua…

Batendo asas no meu leito.

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Missa pre mortis

Anota, grava

Com tinta que não se apaga

Escreva você mesma

Para que reconheça a caligrafia

 

De pé em sua cova rasa

A paz do dia-a-dia dia após dia

Os sinos ressoam ao longe

Requiem da sua nababesca hipocrisia

 

Anota, grava

Quem sabe lerá um dia?

Analfabetismo sentimental é grave

E não se cura com música ou poesia.