Mais uma lição

Nos momentos ruins

Nos dias ruins

Quando tudo e todos

Quero simplesmente esquecer

Sei que neles estão

Tudo que devo aprender

 

O que fiz?

Por que fiz?

O quanto fiz para chegar até ali?

Obra do acaso

Ou será que tudo eu simplesmente permiti?

 

E lembro-me que sou responsável

Diretamente responsável

Pelos rumos de minha vida

No excesso

Ou na carência

De sins e de nãos

Colho o que plantei

A vida é assim

Não há perdão

 

E quando penso que cheguei ao chão

Surge-me Deus

E acaba com minha sofreguidão

Será que desta vez

Aprendi de fato a lição?

 

Pelo sim e pelo não

Em nome do talvez

Aceito sem porquês

Minha sina

E nutro por ela

Enorme e infinita

E ainda assim aflita

Gratidão.

conformar

Vida post mortem

Já dissemos tudo

Já dissemos nada

Já planejamos tudo

Já planejamos nada

E nossa roda gigante

Com aclives e declives

Dignos de um conto de fadas

Navegamos por risos e lágrimas

Nunca dantes defloradas

E entre ervas daninhas

Monstros e espinhos

Nos perdemos no caminho

Mas insistimos nesta telúrica

E epopéica jornada

 

Dissemos não para o sim

E sim para o não

Acorrentados pelos grilhões amor

Quer seja no prazer ou na dor

Edificamos nossas próprias prisões

Cativos de nossos próprios corações

Somos os sobreviventes

Crentes e carentes

Desse nosso mundo real

Em nada imaginário

 

Que a felicidade nos alcance

Que tudo seja vida post mortem

E que o medo seja esperança

Que sobre em nós a alegria das crianças

Quer seja nas madrugadas fogosas

Ou em para lá de inesquecíveis prosas

Nosso amor é assim:

 

Nunca talvez!

 

Há dias que não

Há dias que sim.

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Prolixo e dramático

A gente tinha

Eu te tinha

Tinha

Tenho mais

Sim ou não

Pergunta ou exclamação

Certeza ou indagação

E no meio dessa confusão

Pelo sim, pelo não

No talvez

Nos mil porquês

Não foi por querer

Essa azucrinação

 

Pára, cérebro!

A razão

É em vão…

Mais um café

O bicho de pé

Sim, sim, sim

Não, não, não

Aliteração?

Prolixo e dramático

Coração.

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Até breve!

Relativizo o teu não

E entendo-o como sim

Não se trata do que deu-se em mim

Mas do que aconteceu aí…

Dentro do teu coração

 

Se falta ar a teu pulmão

Que respires fundo…

Bem fundo…

E que de uma vez por todas

Acordes para o mundo

 

Chega de dolorosas

E desnecessárias

Despedidas

Até breve!

Pode ser assim?

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Sem arrependimento

Nada me faz mais falta do que ainda não vivemos

Acho que merecíamos, quem sabe

Usufruir do direito de nos arrependermos

 

Eu deito minha cabeça no travesseiro e sinto

Que por mais que insistamos nos rodeios

Fugimos do inevitável, do que não pode ser extinto

 

E assim, nessa disputa de para lá de infantil

Vamos em frente, confiantes, próximos e distantes

Ignorando que foi o amor que nos chamou e nos uniu

 

Felicidade, espera por nós!

Talvez em alguma curva ou atalho do caminho

A encontremos novamente

Por favor, nos perdoe por isso…

Não se deve fugir ou ignorar o que se sente

 

Se essa era a lição

Que venha a próxima

Não vamos desistir nunca

NÃO!

17FEVEREIRO2015-ARREPENDIMENTO-CHAVE-PRA-MUDANÇA

Sins e nãos

Espero ouvir da vida mais nãos do que sins

Os nãos educam muito mais do que os sins

Mas que fique claro:

Vida, não deixe de mandar um sim de vez em quando

Só para deixar claro o quanto foram importantes o nãos.

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