Flashbacks

O tempo quente de mais uma tarde escaldante em Niterói tornava quase impossível uma caminhada no fim de tarde. O suor ardia os olhos. As lentes dos óculos embaçavam. A respiração ofegante do passo acelerado era sufocada por uma máscara. E para piorar, as pessoas não conseguiam andar em linha reta, pois as bicicletas, cachorros e corredores estavam sempre na iminência de causar um acidente. Caos no calçadão da Praia de Icaraí. Puro caos.

Eu a vi de longe conversando com um homem alto, queimado de praia. Resolvi frear meu passo. Eu não sabia quem era e não queria ser invasivo.

– Vem cá, Fabio! Deixa eu te apresentar… Esse é o Guilherme. Guilherme, esse é o Fabio.

Pensei em estender as mãos para um cumprimento, mas isso não seria aceitável em tempos de pandemia. Com a máscara no rosto, sequer conseguia sorrir para dizer algo do tipo “prazer em te conhecer”. Tive que apelar para o “Fala, Guilherme! Beleza?” Ele respondeu de maneira educada e alegre, me convidando para jogar uma partida de tênis de praia. Eu falei que já tinha jogado tênis tradicional e disse que minha filha já tinha pensado em fazer aulas na praia, mas declinei educadamente o convite. “Quem sabe outro dia?”, ele disse. Para minha surpresa, ele chamou um professor (sim, há aulas de tênis de praia na Praia Icaraí) que me entregou um cartão oferecendo suas aulas. Quando ficou sabendo do interesse da minha filha, disse até que ela poderia fazer aulas de cortesia por conta de eu ser “amigo do Guilherme”. Não entendi nada, mas agradeci pela gentileza. Coisa difícil nos tempos de hoje.

Era visível que ela tinha bastante intimidade com o Guilherme. Isso não me incomodava de forma alguma, mas percebi que eles estavam falando sobre um assunto sério. Preferi prestar atenção em um jogo de tênis de praia que estava em andamento. Não tinha nenhum bobo jogando. O nível era bem alto por sinal. Era visível que jogavam com frequência.

Após alguns instantes, ela se despediu do Guilherme e eu acenei. Mais uma vez, ele me convidou para aparecer lá outro dia e apontou para a minha pele: “Você está precisando de Vitamina D!” Soltei uma risada e fomos caminhando. Ele tinha razão. Eu estava precisando de uma cor.

– Gente boa esse cara… Quem é o seu amigo? – perguntei de maneira inocente.

– É meu ex-marido. E sim, ele é muito gente boa.

Fiquei em silêncio. Passou um flashback pela minha cabeça sobre o meu divórcio. Ela não se deu conta, mas eu a invejei por alguns instantes. No fundo, queria que meu casamento tivesse terminado assim, mas sei que não há regras quando o assunto é uma separação. Há pessoas mais maduras, outras menos maduras e… FODA-SE. Eu estava feliz do jeito que eu estava e isso bastava para mim.

– Qual a altura dele?

– 1,92 ou 1,93. Algo assim.

– E agora você dá para um cara com a mesma altura que você? – perguntei sem fazer ideia de qual seria a resposta dela.

– Mesma altura coisa nenhuma! Tecnicamente, eu sou 2 cm mais alta que você. Se eu colocar um salto então… E sim, eu dou para você. Dou com vontade. E altura não é tudo, bobinho, até porque não te chamo para trocar as lâmpadas da minha casa…

Creio que não preciso mencionar o quanto me senti poderoso após ouvi-la. “Eu realmente devo ter os meus paranauês”, pensei.

Chegamos até o prédio dela. O porteiro já sabia o meu nome. Entregou uma encomenda que a aguardava e abriu a porta do elevador. Ela pediu para eu apertar o botão do andar, pois estava com as mãos ocupadas carregando a tal encomenda. Meti as mãos entre as suas pernas e perguntei: “Esse?” Ela deu uma risada e apontou com o rosto para uma câmera dentro do elevador. Eu acenei para a câmera. Pura palhaçada! Rimos juntos. O sorriso dela era aberto, franco, e eu obviamente me ofereci para carregar a encomenda. Cavalheirismo sempre.

– Quer água de coco? – ela me perguntou já se servindo.

– Quero uma cerveja. Tem?

Ela me ofereceu uma Heineken e eu comecei a falar sobre o poder da cerveja na recuperação pós treino, e que os jogadores do Bayern de Munique eram obrigados a beber todos os dias. Pequenas quantidades, claro.

– Deixa eu ver se eu entendi… Você anda, anda, anda e depois toma cerveja para sua plena recuperação pós treino? Você é muito cara de pau!

– Mas é científico! – eu exclamei em minha defesa, fingindo estar indignado.

– E quem disse que seu treino acabou? Pro banho! Agora!

Matei a cerveja em um gole só. Fomos para o banheiro. E lá ficamos por um bom tempo… Realmente, o meu treino não tinha acabado. No final, eu estava exausto. Ela me olhava e ria… “Agora sim, pode tomar quantas cervejas você quiser, cara de pau! Até eu vou beber! Estou precisando me recuperar!”

E lá fomos para a sala. Lynyrd Skynyrd no Spotify. Quem é de Niterói sabe que é quase obrigatório ouvir as músicas da banda. Ela resolveu me acompanhar na cerveja. Cerveja com a tal encomenda que tinham deixado para ela na portaria: uma espécie de cesta de frios que iam do presunto de parma ao queijo brie, passando por torradas, geleias e um mix de nuts. Tive outro flashback. Esse mais prazeroso, que me roubou um sorriso interno. Lembranças, memórias e histórias. Havia um dantesco acervo delas dentro de mim e novas eram criadas a todo instante. Eu estava vivo, mais vivo do que nunca.

Conversa vai, conversa vem, e tive que tocar novamente no assunto.

– Dadas as devidas vênias, a doutora deveria saber que a cerveja é mencionada até mesmo no Código de Hamurabi…

– Devo ter faltado a essa aula. Provavelmente, estava tomando cerveja com o pessoal da faculdade – e começou a rir sem parar. Ela estava começando a ficar alta e eu apenas no início de minha “recuperação pós treino”.

No total, foram umas 15 latinhas de cerveja. Ela desabou no sofá com a cabeça no meu colo e o cafuné a fez dormir. Nem parecia aquela mulher brava que se mostrava nos tribunais da vida. Ela era única e ao mesmo tempo como outra qualquer, querendo ser tratada como uma mulher de verdade. Apenas isso. E sim, eu sabia que a minha cara de pau ajudava muito nesse processo. Não era algo pensando ou raciocinado, que fique claro. É o meu mais puro instinto.

Depois de um certo tempo, me levantei para ir embora. Ela nem se mexeu. Já estava me preparando para ir em silêncio, quando ela disse:

– Vai embora sem se despedir?

Fui no quarto e peguei um travesseiro e uma coberta para ela. O ar condicionado estava implacável. Depois de um beijo, disse bem baixinho no ouvido dela:

– Se me arrumar uma escada, eu troco até as lâmpadas, tá?

Ela me deu um beijo sôfrego seguido de uma risada silenciosa, mas que dizia tudo. Tudo. Dessa vez, não esperou nem eu chegar em casa. Simplesmente dormiu e eu simplesmente dormi também. O treino foi realmente exaustivo.

Australian Crawl e Itacoatiara, Niterói/RJ

Feriado de flashback sem Australian Crawl não é legítimo! Sério… Desengavetei os 47 anos com gosto. Essa banda é a cara da praia de Itacoatiara (em Niterói/RJ) na década de 1980. E descobri que ainda é a banda de Itacoatiara em pleno 2019! A música continuava lá… Eu só precisava prestar atenção para ouvi-la.

Bons tempos! E o que é bom fica para sempre. ❤ ❤ ❤

P.S.: Itacoatiara é uma das praias mais bonitas do mundo e isso não é um exagero. Basta ver aqui.

Margarida

Esse era o nome de uma senhora do tipo “personagem clássico” que morava na rua onde cresci. Infelizmente, no domingo, dia 18/02/2018, foi acometida de um infarto fulminante. Morreu em casa, com seus cachorros. Os bombeiros precisaram arrombar a porta para retirar seu corpo, pois ela morava sozinha. Creio que ela tinha 78 anos.

Era uma senhora que usava a sua pensão para sustentar familiares. Que era defensora dos animais (os cachorros dela foram adotadas por pessoas da rua). Que levava lanche para os PMs durante operações em favelas. Que era assistente social. Que era síndica do prédio onde morava. Que era devota de Nossa Senhora de Fátima. Que usava óculos. Que fazia compras no Presunic. Que conversava com todo mundo da rua enquanto fazia suas caminhadas. Que era respeitada por todos os moradores. Enfim…

Apesar de sustentar familiares, estes não iam vê-la. A rua era sua família. E por isso hoje, me sinto na obrigação de falar da Margarida. Apesar de não ser muito próximo dela, queria que ela não fosse esquecida. Queria de alguma forma registrar o quão importante ela foi na vida de muita gente, de muitos animais.

Fique em paz, Margarida. Que Jesus Cristo e Nossa Senhora de Fátima a recebam em paz no reino dos céus. Você deixou marcas nesse mundo. É meu dever honrar quem se foi antes de mim.

margarida-2

Terça-feira é dia de promoção no Domino’s!

E lá fui eu pedir minhas pizzas. Pague um preço absurdo por uma e leve duas, de maneira que o preço fica justo. Pedi, disse que ia pagar com cartão, e fiquei esperando. Chegou antes do prazo previsto até. Mas não é esse o foco.

Niterói, a cidade sem prefeito, está sendo consumida pelos mosquitos. Aliás, ela é regida por mosquitos. Há mosquitos em todos os lugares. Vários deles são ninjas e alguns resistentes até mesmo a uma explosão nuclear. Lembro-me de um filme que retratava as baratas como as únicas sobreviventes de um holocausto nuclear. MENTIRA! Tenho certeza que seriam os mosquitos. E pior… Por conta da radiação, sofreriam algum tipo de mutação e seriam dantescos! Tenho certeza que no Nono Círculo do Inferno de Dante há muitos mosquitos, muito embora isso nunca tenha citado abertamente pelo autor.

E eis que chega o entregador de pizza na porta de minha casa, sendo que eu sei que vários mosquitos sempre se aglomeram por ali para dar o bote naquele horário. Fiquei na dúvida se eu deveria abrir a porta ou não. De fato, por alguns momentos achei que deveria deixar o entregador ser devorado por aquelas feras para que elas, mais lentas, fossem menos letais após eu abrir a porta. Desisti da idéia e peguei uma raquete daquelas que eletrocutam insetos voadores. A fome falou mais alto.

Abri a porta já agitando a raquete. O entregador se assustou, claro. Era nítido nos olhos dele que eu era, no mínimo, muito doido. Vi-me assim nos olhos dele e não me importei. Ele me entregou a máquina para passar o cartão de crédito, e eu percebi que tinha que parar de agitar a raquete para pegar meu cartão e digitar a senha. QUE DESESPERO! Como eram petistas os tais mosquitos! Dei mole e um esquadrão entrou pela minha casa. Não digitei a senha e fui atrás deles. O entregador continuou esperando com a cara mais “WTF???” que eu já vi na vida. E para evitar vergonha maior, desisti dos mosquitos, digitei a senha, peguei as pizzas, me despedi do entregador e parti para o corredor. Querem sangue? Que assim seja!

Tranquei-me do lado de fora do apartamento com os mosquitos. Tirando o fato de eu não ser Jedi e os mosquitos não serem Storm Troopers, foi uma batalha digna de ser transmitida pela TV. Os mosquitos sendo dizimados pela minha raquete… Aquele cheiro de churrasco impregnando o ar. Mosquitos queimados lembram churrasco, falando nisso. De alguma forma, cada mosquito morto representava um espécie de troféu, ainda que levemos em consideração que mosquitos são infinitos. Não importa se você acredita ou não. Mosquitos são infinitos. Alguns, inclusive, ressuscitam. Nunca duvide disso.

E a pizza? Bom, a pizza estava boa. Mas e o tal do esquadrão que falei que invadiu a minha casa? Batalhei com eles comendo pizza. Tenho certeza de que não matei todos, mas alguns deles jamais poderão ter filhos. Aliás, a grande verdade é que as fêmeas que atacam, e acabei de chegar a conclusão que, na forma humana, elas são conhecidas como “feminazis”. E isso explica o porque de eu fugir delas sempre!

Da próxima vez, vou fazer essa cena toda antes do entregador chegar. Ele pode até não ter entendido o que aconteceu, mas fato é que sabendo desses mosquitos petistas na porta da minha casa, doidos por alguma espécie de pão com mortadela, não posso desistir sem lutar. Seria decretar o meu próprio fim.

mosquitos-aedes-aegypti-1449085758031_956x500

Anjos do Asfalto – O Sol – 1991

E aí, você acorda em uma segunda-feira qualquer, e um amigo (vocalista da banda na época e seu padrinho de casamento) posta na sua timeline do Facebook uma gravação em vídeo de um show que fez com você em 1991… Sem palavras!

Eu tinha 19 anos… Só 19 anos. Muita história nessa música!

Banda: Anjos do Asfalto (Cacau, Fabinho, Fabio Ottolini, Raul Silveira Simoes, Granamyr)

Música: O Sol

Autores: Cacau Hausen e Fábio Ottolini

Local: Duerê – Niterói/RJ

Ano: 1991

Eleições 2016 – Sugestões

Se você mora em Niterói, sugiro que vote em um dos seguintes candidatos a vereador:

Casota – 45678

Railane Borges – 23222

Sandro Araujo – 23003

Sim, conheço todos e sei que são boas opções. Em quem eu vou votar? Só posso votar em um deles. Ah, e o voto é secreto. 🙂

Para prefeito, só há uma opção: Felipe Peixoto. Não dá para seguir de Rodrigo Neves. Não mesmo! Definitivamente, o pior prefeito que Niterói já teve. Sem contar que é petista de carteirinha… É preciso dizer algo mais?

Observação: Se você é da cidade do Rio de Janeiro, deixa eu te explicar uma coisa… Quando você achava que Niterói era uma merda, Niterói era excelente. Depois que você passou a achar Niterói excelente, Niterói ficou uma merda.

Se você mora em qualquer outro lugar, acho importante que vote em pessoas que você conheça ou que sejam de fácil acesso. Os vereadores são mais importantes na sua vida do que você pode imaginar.

Lembre-se de votar em vereadores que dêem sustentação para o prefeito que você escolher. Não adianta nada eleger um prefeito com uma bancada inteira de oposição. Óbvio que a oposição é importante, mas precisa ser uma oposição responsável.

Renove! Não vote em velhas raposas, com lugares praticamente cativos na política.

Acho que é isso. Até!

cc3a2mara-samsung-3-1272

 

 

A paçoca dos sonhos

– O que foi, filha?

As mãos cruzadas na frente. Os olhos mirando o chão. Ela parou de repente, enquanto caminhávamos pela rua mais fancy de Niterói, que parecia existir apenas para esconder a pobreza, a violência e a visível ausência do estado na cidade. Última obra? Calçada de granito nesta rua! Tudo pelo social!

– Pai, nós passamos em frente a uma loja de doces… O menino pediu para a gente comprar paçoca para ele vender. Você não ouviu?

Gelei. Sim, eu tinha ouvido. Talvez por medo, descaso ou pura ignorância, decidi seguir adiante. Minha filha não. Ela ouviu, viu e sentiu o menino.

– Você quer voltar lá, filha?

E me olhando de um jeito que só ela sabe olhar, voltamos. Perguntei para o menino exatamente o que ele queria. Era de fato uma caixa de paçoca. Disse que iria vender no sinal de trânsito.

Comprei a caixa e disse para a minha filha: “Vai lá e entrega para ele!” Meio sem graça, ela foi. O menino, sem entender muito bem o que estava acontecendo, agradeceu e nos disse um sonoro “Que Deus os abençoe!”

Aquilo rasgou meu coração. Como é? Cinco anos e fazendo isso? Fui fingindo que não estava emocionado até em casa. Desabei no banheiro. Pai é forte e não chora. Todos sabem disso, não é mesmo?

No dia seguinte, fomos passear de carro. Em um determinado sinal de trânsito, havia um menino vendendo paçocas. Era ele. Não deu tempo para ele me oferecer, mas as tais lágrimas insistentes voltaram a cair. Tentei dirigir meio de lado para disfarçar, aumentei o som, mas de nada adiantou. Minha filha não entregou paçocas para ele. Ela entregou sonhos, esperança.

E enquanto eu dirigia, rebobinei o filme, voltei a cena. Revi o menino que eu conscientemente decidi ignorar. Ladrão. Viciado em drogas. Poderia fazer mal para a minha filha. E percebi que eu estava desumanizado, morto por dentro, apesar de me considerar um grande seguidor de Cristo. “Hipócrita FDP!”, pensei comigo mesmo. Que tapa na cara com soco inglês!

Quando a gente se brutaliza por qualquer motivo que seja, Deus faz questão de nos mandar um anjo. Eu sou pai de um anjo. Que privilégio! Deu até vontade de comer paçoca! Alguém mais aceita?

pacoquita-pote-1kg

Eu sou brasileiro – Dia 13/03/2016

Eu chorei nas manifestação de hoje. Com minha filha ao meu lado, entendi com o coração o poder hercúleo dos seguintes versos do nosso Hino Nacional:

 

Mas, se ergues da Justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, à própria morte.

 

E eu me tornei imbatível nesse momento. Se restava alguma dúvida, descobri que sou brasileiro até meu último fio de cabelo e até a minha última gota de sangue.
 
E vi outros como eu. Aposentados, deficientes físicos, pobres, ricos, brancos, pretos, amarelos… Eu achava que estava indo lá para potestar contra o PT, e descobri que não. Eu estava lá para me encher de força e para, em tom ameaçador, reafirmar:
 
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
 
O Brasil nunca foi tão meu. Esse amor que tenho por essa terra é incomensurável. Sou seu filho. O Brasil é minha pátria amada e me rendo como filho obediente que sou à grandeza reverencial desse amor. Minha vida e meu sangue terás se necessário for.
 
Vamos passar esse país a limpo! Que Deus nos guie e nos dê a força necessária para fazer o que tiver que ser feito.

Alex Martinho – Tão Longe Assim

Infelizmente, o talento é pouco reconhecido no Brasil, principalmente em se tratando de Rock and Roll.

Vejam esse vídeo, por favor:

Fantástica a música, não? Por que não toca nas rádios? Não sei. Eu realmente não sei.

Já tive aulas com ele e o conheço faz centos anos! Um talento excepcional que teve a coragem de fazer o que eu sempre quis: ser músico.

E para fechar com chave de ouro, um show dele completo gravado no Teatro Municipal de Niterói. Tive o privilégio de estar lá. 🙂

P.S.: Na bateria, o irmão dele, Rodrigo Martinho.