Todo amor do mundo

Ousei dizer que da vida já tinha visto de um tudo

Grave erro

Proposital engano

Assisti ao vivo o meu ego em seu enterro

 

Por crer que tinha visto de um tudo, achei que de tudo já sabia

Quanta ousadia!

Hoje sei que não sei mesmo de um tudo

E talvez de um tudo nem queira saber

 

A grande verdade é que não me brutalizei com os anos

Não deixei ir a minha inocência

Dói-me quando vejo a dor de alguém

Ainda que em troca eu só receba intolerância

 

E em cada aprendizado ou reaprendizado

Por mais que as lágrimas jorrem em primeiro plano

No fundo haverá para sempre o meu eu sonhador

Posto que do muito que não sei, sei do amor

E no amor

Eu sei que de um tudo eu amo.

relacionamento-com-deus

Tic-tac

Posto que quando se ama

A distância se mede em metros

Mas em horas, minutos, segundos…

 

Tic-tac

Tic-tac

Tic-tac

Tic-tac

Tic-tac

Tic-tac

Tic-tac

Tic-tac

Tic-tac

Tic-tac

Tic-tac

Tic-tac

Tic-tac…

paciencia-aprender-que-tudo-tem-o-seu-tempo

Ok, eu conto

Se em todo sonho a alma se liberta

E em todo sonho eu te reencontro

Só estou realmente livre

Quando vou a seu encontro

E quando acordo, paciência…

Simplesmente me desencontro

Era só isso

Pronto.

receita-sonho-doce-1

 

Anagnórise – In Vino Veritas

Parte II

 

Na exaustão do resguardo

A língua pulsa distônica

Já não é mais vontade –

É necessidade –

Ainda mais depois

Do incêndio na cama

Sem nenhuma

Absolutamete nenhuma

Fogueira de vaidades

 

Não há engano!

É tudo

Certo

Correto

Direto

Deram-se

Fizeram-se

Homem e mulher

E não há como negar

Que em nenhuma aula de Química

Ensina-se que esta pode ser

Tão descomunalmente inebriante

 

Não há controle!

Náufragos na imensidão

Do encontro

Dos abraços

Dos beijos

Da fúria

Da devassidão

E na alma o fogo

O êxtase do perfeito

Da retomada dos direitos

De serem o que poucos

Algum dia serão

 

Não há fórmulas!

Limites

Convites

Apenas corpos e almas

Abertos

Na espera do que lhes falta

Do que preenche

Do que quando está ausente

Deixando a vida incompleta

Fazendo do corpo e da alma

Portas que precisam ser

Abertas

 

E diante de goles fartos de vinho

O preciso é confesso

Réu orgulhoso, manifesto

Culpado até a última gota

De seu mais puro sangue

Que no corpo ainda resta

Culpado…

E absolutamente

Ferozmente

Apaixonadamente

Honesto

 

Juíza funesta, razão!

Peste!

Ousas tentar destruir

O que foi construído

Por que precisava existir?

Achas que é deus

Ou queres que o próprio Deus

Chicoteie-te até a morte?

Estás com sorte…

Há perdão

Há paciência

Há verdade

Há coração…

 

Coração?

Sei que disso tu

Nada entendes

Ouças-me bem:

Razão, o coração

É a soma de todos

Os teus medos

E já que não tem mais segredos

Mais um gole, então

Em tua homenagem

Agora que sabes a verdade

Cala-te, insignificante bordão

Estás lidando com um homem de fé

Que libertar-se-á de qualquer prisão!

casaval2

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