Eu não me conhecia

E quando eu vi com os olhos

Não mais de quem via

Mas de quem queria ver

Eu deixei de ver

E passei a enxergar

E enxergando

Eu comecei a ver tudo

Que eu não via

.

Observador

E observado

Meu mundo cresceu

Quando me dei conta

De que das minhas lamúrias

Eu também era culpado

.

E amanheceu a vida

Sol que ilumina constante

De noite e de dia

Fui apresentado a mim mesmo

E de fato

Eu não me conhecia

.

Felicidade

.

Renascimento

.

Alforria.

Foice

Algumas vezes

É preciso doer como nunca

Para que não doa para sempre

 

A vida é assim

Nos altos e nos baixos

“Nas favelas, coberturas,

Quase todos os lugares”

 

Não importa a idade

Ou se é cedo ou tarde:

Ir ou deixar de ir

Decidir ou não decidir

Tudo é ou gera

Uma implicação

Sob a qual versam versos vivos

Que carecem de explicação

 

É para ser sobre o hoje

E nunca sobre o amanhã

Que soa deveras infinito

Mas que pode não acontecer

Pode não vingar

Pode não ser

 

A contagem regressiva para a morte

Inexorável, invisível

Foice que alguns deixam

Ao relento

E quando chega

Em um único corte

 

Foi-se

 

Independentemente

Do querer ou não

Foi esta a sua sorte.

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Retumbante – declamada por Michelle Cruz

Mais um “presentaço” da queridíssima Michelle Cruz!!! Muito obrigado!!!

Minha poesia original: Retumbante

Post no blog da Michelle: https://mcmistturacriativa.wordpress.com/2019/05/19/poesia-retumbante-do-fabio-ottolini-28/

Voz do coração – declamada por Michelle Cruz

Já não sei nem mais o que dizer… Essa moça me enche de presentes! Rs.

Obrigado, Michelle! Mais uma vez, muito obrigado! Ficou linda! 🙂

O post original pode ser encontrado em:

https://mcmistturacriativa.wordpress.com/2019/05/12/poesia-voz-do-coracao-do-fabio-ottolini-24/

Link para minha poesia original:

https://agorababou.com/2018/08/23/a-voz-do-coracao/https://agorababou.com/2018/08/23/a-voz-do-coracao/

Sorrisos

Sorrisos

Inevitáveis

Imprecisos

Concisos

Radiantes

Flagrantes

Incontestáveis

Intermináveis

Sorrisos

 

Sorrisos

Abundantes

Fascinantes

Vivos

Emotivos

Inebriantes

Desconcertantes

Cativantes

Sorrisos

 

Sorrisos…

 

E de nada mais eu preciso.

o-sorriso

Retumbante

Há tanto

Um grande tanto

Ferido

Que vive pelos cantos

Escondido

 

Há sorrisos em prantos

Há o que se ignora

Mas que de fato ainda existe

Sob as máscaras do agora

 

Há o que foi dito

O que precisa ser dito

O inaudito

A fuga e a negação

Do conflito

 

E há o tempo que passa

Cadenciado

Desapercebido

E que mantém incólume

Essa eterna ode

Que toca no coração que bate

Retumbantemente aflito.

a-cura-para-o-coracao

Doe-se

E no dia de hoje

Queira ser o motivo

Do sorriso de alguém

 

Afinal de contas

O que pode ser mais valioso

Do que ofertar o que só você tem?

quando-somos-bons