Retumbante – declamada por Michelle Cruz

Mais um “presentaço” da queridíssima Michelle Cruz!!! Muito obrigado!!!

Minha poesia original: Retumbante

Post no blog da Michelle: https://mcmistturacriativa.wordpress.com/2019/05/19/poesia-retumbante-do-fabio-ottolini-28/

Voz do coração – declamada por Michelle Cruz

Já não sei nem mais o que dizer… Essa moça me enche de presentes! Rs.

Obrigado, Michelle! Mais uma vez, muito obrigado! Ficou linda! 🙂

O post original pode ser encontrado em:

https://mcmistturacriativa.wordpress.com/2019/05/12/poesia-voz-do-coracao-do-fabio-ottolini-24/

Link para minha poesia original:

https://agorababou.com/2018/08/23/a-voz-do-coracao/https://agorababou.com/2018/08/23/a-voz-do-coracao/

Sorrisos

Sorrisos

Inevitáveis

Imprecisos

Concisos

Radiantes

Flagrantes

Incontestáveis

Intermináveis

Sorrisos

 

Sorrisos

Abundantes

Fascinantes

Vivos

Emotivos

Inebriantes

Desconcertantes

Cativantes

Sorrisos

 

Sorrisos…

 

E de nada mais eu preciso.

o-sorriso

Retumbante

Há tanto

Um grande tanto

Ferido

Que vive pelos cantos

Escondido

 

Há sorrisos em prantos

Há o que se ignora

Mas que de fato ainda existe

Sob as máscaras do agora

 

Há o que foi dito

O que precisa ser dito

O inaudito

A fuga e a negação

Do conflito

 

E há o tempo que passa

Cadenciado

Desapercebido

E que mantém incólume

Essa eterna ode

Que toca no coração que bate

Retumbantemente aflito.

a-cura-para-o-coracao

Doe-se

E no dia de hoje

Queira ser o motivo

Do sorriso de alguém

 

Afinal de contas

O que pode ser mais valioso

Do que ofertar o que só você tem?

quando-somos-bons

Mediocridade

É procurar no amor alguma certeza ou razão

É amar com um pé atrás

É amar com os pés no chão

 

É viver de aparências

É aparentar ser

É nunca ser nem causa e nem consequência

 

É prender o cabelo quando bate o vento

É não sair de casa porque acabou o filtro solar

É fazer cálculos a todo momento

 

É abraçar sem encostar o peito

É beijar sem usar a língua

É tentar fazer amor e não sentir qualquer efeito

 

É o poema vazio e plasticamente correto

É virar a cara para a “cara metade”

É achar erro no que está certo

 

É o quase, o quem sabe e o talvez

É viver a vida em marcha lenta

É querer entender todos os porquês

 

É matar o desejo e o sonho

É viver o tempo todo sorrindo

Com o coração sempre tristonho

 

Mas

Acima de tudo

A mediocridade é uma escolha:

É como ter em mãos uma preciosa garrafa de vinho

E nunca sacar a sua rolha.

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Cantando alguma canção

Meus sonhos são grandes demais

Para ficarem em compasso de espera

Anestesiados e iludidos

Por desculpas que não são minhas

E por problemas que não são meus

 

Sinto que perdi parte de minha vida

Sendo empático, pouco prático

Fingindo não ver o óbvio

Com receio de admitir o engano

E simplesmente seguir em frente

 

Havia sempre aquela coisa do

“Não é possível! Não é possível!”

E ferido, cansado e atônito

Buscava por alguma explicação

Dessas que nunca se recebe

 

A vida é como é

As pessoas são como são

O erro não é querer muito

Mas esperar muito do nada

E achar que o nada é tudo

 

É preciso coragem para admitir

Que foram feitas apostas erradas

E que em um jogo de cartas marcadas

Quem joga honestamente

Não tem a menor chance de vencer

 

Felizmente, acaba por chegar o cansaço

E as fichas invariavelmente caem –

Não há como delas fugir –

Aliás, fugir não é necessário

É imperativo deixar a verdade emergir

 

Quando se diz não para a mentira conveniente

As palavras se tornam só palavras

Palavras feitas de nada

Não mais é preciso que façam sentido

A necessidade de seu entendimento se cala

 

A vida segue em frente

E há na frente melhores dias

Dias de verdade, sem súplicas

Dias sem a necessidade de clamar

Pelas coisas simples do coração

 

E sim, eu aprendi a lição

E ao invés de nadar em raiva

Sou puro amor e perdão

É nisso que sou melhor nessa vida

E sigo em frente cantando alguma canção.

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