Áspera vida

Áspera

À espera

A vida

Quem me dera

Ter-te aqui

Agora

Afinal

Seja como for

Sempre antes

Nunca depois.

Eles mentem!

Muito cuidado:

 

Eles mentem!

 

Disseram as mentes

Dos reticentes

Dos incrédulos

Dos prepotentes

Dos incoerentes

Dos inexistentes

Dos que não vivem

 

Muito cuidado:

 

Ele mentem!

 

Certeza de que nunca serão felizes

Vejam todas essas cicatrizes

Vejam os rastros de sangue!

 

Alto lá – disse o poeta!

A vida é de fato incerta

Entre portas e janelas

Fechadas e abertas

Corações não mentem:

Sem nenhum cuidado

Batem acelerados

E apenas sentem!


Prolixo e dramático

A gente tinha

Eu te tinha

Tinha

Tenho mais

Sim ou não

Pergunta ou exclamação

Certeza ou indagação

E no meio dessa confusão

Pelo sim, pelo não

No talvez

Nos mil porquês

Não foi por querer

Essa azucrinação

 

Pára, cérebro!

A razão

É em vão…

Mais um café

O bicho de pé

Sim, sim, sim

Não, não, não

Aliteração?

Prolixo e dramático

Coração.

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Antinomia

Razão versus coração?

 

Eu digo que não!

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Antinomia é o nome de uma tia que se dizia muito racional, e que chegou aos 80 anos dizendo que sempre soube que morreria infeliz. E pouco antes de morrer,  arrependida e com a alma dorida (mas com o ego intacto), disse: “Viram? Eu tinha razão! De nada me fizeram falta as coisas do coração!”

 

Não seja como minha tia. Não chame de antinomia as contradições aparentes ou alguma espécie de medo onipresente que é usado como desculpa consciente para evitar que você seja ou se torne feliz felizmente.

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A fusão

Quando começamos a fazer as perguntas necessárias, começam a aparecer as derradeiras respostas.

Como me achar ao me deparar com você em mim? Encontrarei-me em você?

Sim. É assim no amor. E vice-versa. Se atraem aqueles que procuram as mesmas coisas. Se completam em suas necessidades. Fundem-se. Não confundem-se. Transcendem.

O amor é isso e muito mais, ao ponto da razão não ser capaz de explicar que nele não há razão, pois ao mesmo tempo há!

Sendo assim, não o defina como quimera. Se não fosse para ser, já era. Aceite e aproveite se for capaz de desfrutar do que não sabia que poderia existir.

O amor é assim… Descacetante!

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Você está aqui

Vejo o sol nascer quadrado

Mas não estou preso

Já meu coração…

 

Não há habeas corpus

Fuga ou rebelião

Que o livrem desta prisão

 

Carece de grades

De motivo ou razão

É involuntária tal situação

 

O crime praticado?

Amar feito um condenado

E para isso não há perdão.

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Se cubra de amor!

Vi essa imagem ontem no Facebook, e de alguma forma senti como se eu estivesse olhando para um espelho e dizendo isso para mim mesmo. Eu sou EXTREMAMENTE racional, mas para eu funcionar, meu coração precisa estar em paz. No fundo, o grande combustível da minha vida é o amor. Amor de verdade. Por tudo. Por todos. Amar é a maior manifestação de Deus em minha vida. Meu coração NUNCA se engana. Já a minha razão…

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Roubartilhei daqui!

Anagnórise – Redenção

Parte V

 

Razão e coração discutem

Soberbos de seus motivos

Dependendo do ângulo que se olha

Tudo parece relativo

 

Já não havia mais lágrimas

Para chorar

Discursos ou palavras

Para dizer

Restou a lógica ilógica

A razão irracional

Mas o sentimento…

Este permanece como tal

 

E no anseio por respostas

Afastam-se deliberadamente

Como se distância importasse

Para dois corações que se sentem

 

Não há mágoa ou raiva

Apenas uma grande frustração

Por saber que se pode muito mais

Por saber o quanto é ineficaz

Tentar controlar o incontrolável

Tentar viver a mentira

Tentar encontrar motivos

Que transformem amor em ira!

 

Faltou dizer ao tal casal

Que mesmo não sendo

Vive e sente como tal

Que o amor não é uma escolha

Que não morre se repreendido

Que não desaparece se econdido

Pelo contrário!

Ele contra-ataca

É guerreiro tenaz

Presente de Deus

Que a Deus satisfaz

É o amor que nos escolhe

Nada mais

 

E com a alma dorida

E nas mãos o coração

Navegam pela cidade

Em busca de solidão

 

Mas que inimigo é este

Que só bençãos trás?

Responda-me se for capaz

De raciocinar para mentir

 

Que inimigo é este

Que feito fogo nos consome?

Apogeu da mulher e do homem

Que se escolheram para sentir

 

E já conformados

Fracos

Desiludidos

Guiados por anjos

Transbordam grande grito!

E se livram de orgulhos

Barulhos

Entulhos

Ferrolhos

Alhos

Bugalhos

E aceitam-se, sim!

Não há como decretar o fim

Do que só tem começo

 

E sem saber o que dizer

Abraçam-se

Enlaçam-se

Amassam-se

E sentem a dimensão

Do que fugiram até então

E na profusão

De todo tipo de sentimento

Consentem-se

Permitem-se

Por Deus!

Magnânimo coração

Ponderada

Empoderada

Multisciente razão!

Entendam-se agora

Eis que chegou a hora!

Abrem-se as cortinas

Estão neles

As luzes da ribalta

 

E trocam lágrimas

Beijos

Confessam e realizam

Desejos

E humildente

Reconhecem:

Coração e razão

Não competem

Completam-se

A paz

A felicidade

Se faz sentir

Juntos

Aquecem-se

 

E emocionam

O tal anjo

Que sem querer

Por breve período

Os invejou

Este casal se merece

Dos filhos seus

Deus não se esquece

Missão cumprida

O amor promovido

Ao mais alto grau

Da escala Richter

Sem causar nenhum

Tipo de destruição

Só amor

Amor…

Amor…

Sem fim…

Enfim…

Foi encontrada a razão

Dentro do coração

Há de fato razão

Nas coisas do coração.

redenção

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Anagnórise – Provas e Expiações

Parte IV

 

Não, mil vezes

Não!

As mãos se enroscam

Os corpos se encostam

E da tua boca só se houve

Não!

 

Vazio infinito

Queda livre

Montanha russa

Roleta russa

As línguas se entendem

Desde que não conversem

E de olhos fechados

Quase de tudo acontece!

 

Mas insistes no não

Ainda que respires com

Sofreguidão

Ataque de pânico

Avassalador

Lágrimas que caem

O culpado é o amor!

 

Distância segura?

Outro sistema solar!

Fingir que não sente?

Que tu tentes –

Verás no que vai dar!

 

Eu tenho fé

Já te disse

E mesmo assim duvidei

De mim

De nós

Precisou um anjo

Que por certo

Tinha mais o que fazer

Dar-me umas bofetadas

Para não me deixar

Esmorecer!

 

E no teu caso

Fazemos como?

Fingimos que não somos?

Fingimos que não fomos?

Fingimos, fugimos

Sem honra alguma

Desistimos

Do nosso sagrado direito

De buscar a felicidade

O amor perfeito?

 

Cala-te, mulher!

Deixa que eu falo

Por nós dois

Se na minha presença

Enlouqueces

Como será na

Minha ausência?

Como será o depois?

Nada entre nós

É feijão com arroz

É intenso

É gourmet

É de comer

De beber

De ver

De ouvir

De cheirar

De tocar

De pegar

E não mais largar!

 

Falas de tempo

Como se fosse algo

Infinito

E os teus gemidos

E os teus gritos?

Queres nisso tudo

Dar um fim?

A maldição

Não é estar comigo

É estar sem mim!

 

Precisas que fique de joelhos?

Negue-me

Renegue-me

Ou

Navegue-me

Recebe-me?

Eu respondo por ti

Se for o caso

Do auge da tua

Pseudo-razão

Não percebes que

Teu coração

É por mim que bate?

 

Estou em jejum

Nem água passa

Pela minha garganta

Imploro feito

Uma criança

Não me envergonho disso!

Também não durmo

Faz muito tempo

Esse amor é nosso rebento

Trates de cuidar deste bendito!

 

Não desistirei tão fácil

Não desistirei

Não

Não desistirei

Não desistirei tão fácil

 

Ficou claro?

Não, mil vezes

Não!

Também diz

Meu coração

Quando insistes

Que tua – repito

Pseudo-razão –

Com nosso amor

Não pode

Coexistir

A tua teimosia

Me frustra

Porque teus olhos

Os espelhos da

Tua alma

Esses nunca

Jamais

Me disseram

Ou dirão

Um não.

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