OlimPiadas

Cariocas e fluminenses, ainda que inconscientemente, se acostumaram com a rotina de medo vivida no Estado do Rio de Janeiro. O direito de ir e vir, até mesmo dos policiais e das forças de segurança em geral, não está garantido. Vamos e não sabemos se voltamos. Simplesmente arriscamos. Roleta russa.

E no meio disso tudo, as Olimpíadas. Ufanismo e demagogia puros. Forças Armadas nas ruas para garantir a segurança da população? Não! Para garantir a segurança dos turistas e das delegações internacionais.

Sinto-me como um cidadão de segunda classe em meu país. Meus governantes não estão preocupados com quem eu amo. Preocuparam-se apenas em superfaturar, roubar, subverter e mamar nas tetas fartas do estado de todas as formas possíveis. A morte de um brasileiro por conta da violência não é nem mais notícia de jornal! Aliás… O que faz o Beltrame na Secretaria de Segurança Pública depois de já ter demonstrado toda a sua incompetência inúmeras vezes? Creio que já são mais de 10 anos de um modelo falido e sem futuro! Por que insistir no que sabemos que não dá certo?

Tenho certeza de que o mundo não verá o Brasil dos brasileiros, mas sim o Brasil dos contos de fadas, de bundas perfeitas, de sexo e drogas abundantes. Será uma experiência inesquecível para todos eles. Putaria generalizada patrocinada pelo dinheiro público (NOSSO DINHEIRO!!!), enquanto a população sofre em todos os sentidos possíveis.

Para os nossos governantes, a população brasileira é um mal necessário. Nada além disso. E para os brasileiros, o legado olímpico será contas para pagar e talvez mais uns 2 ou 3 vírus para serem transmitidos pelos mosquitos. E os turistas estarão sambando, ainda que não saibam, em rios de sangue. Culpa deles? Claro que não! A culpa é inteiramente NOSSA!

Que Deus nos proteja! Só que caso não façamos a nossa parte, até mesmo o todo poderoso virará suas costas para nós.

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Anagnórise – Provas e Expiações

Parte IV

 

Não, mil vezes

Não!

As mãos se enroscam

Os corpos se encostam

E da tua boca só se houve

Não!

 

Vazio infinito

Queda livre

Montanha russa

Roleta russa

As línguas se entendem

Desde que não conversem

E de olhos fechados

Quase de tudo acontece!

 

Mas insistes no não

Ainda que respires com

Sofreguidão

Ataque de pânico

Avassalador

Lágrimas que caem

O culpado é o amor!

 

Distância segura?

Outro sistema solar!

Fingir que não sente?

Que tu tentes –

Verás no que vai dar!

 

Eu tenho fé

Já te disse

E mesmo assim duvidei

De mim

De nós

Precisou um anjo

Que por certo

Tinha mais o que fazer

Dar-me umas bofetadas

Para não me deixar

Esmorecer!

 

E no teu caso

Fazemos como?

Fingimos que não somos?

Fingimos que não fomos?

Fingimos, fugimos

Sem honra alguma

Desistimos

Do nosso sagrado direito

De buscar a felicidade

O amor perfeito?

 

Cala-te, mulher!

Deixa que eu falo

Por nós dois

Se na minha presença

Enlouqueces

Como será na

Minha ausência?

Como será o depois?

Nada entre nós

É feijão com arroz

É intenso

É gourmet

É de comer

De beber

De ver

De ouvir

De cheirar

De tocar

De pegar

E não mais largar!

 

Falas de tempo

Como se fosse algo

Infinito

E os teus gemidos

E os teus gritos?

Queres nisso tudo

Dar um fim?

A maldição

Não é estar comigo

É estar sem mim!

 

Precisas que fique de joelhos?

Negue-me

Renegue-me

Ou

Navegue-me

Recebe-me?

Eu respondo por ti

Se for o caso

Do auge da tua

Pseudo-razão

Não percebes que

Teu coração

É por mim que bate?

 

Estou em jejum

Nem água passa

Pela minha garganta

Imploro feito

Uma criança

Não me envergonho disso!

Também não durmo

Faz muito tempo

Esse amor é nosso rebento

Trates de cuidar deste bendito!

 

Não desistirei tão fácil

Não desistirei

Não

Não desistirei

Não desistirei tão fácil

 

Ficou claro?

Não, mil vezes

Não!

Também diz

Meu coração

Quando insistes

Que tua – repito

Pseudo-razão –

Com nosso amor

Não pode

Coexistir

A tua teimosia

Me frustra

Porque teus olhos

Os espelhos da

Tua alma

Esses nunca

Jamais

Me disseram

Ou dirão

Um não.

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