Adeus, menininha!

Eu te chamava assim:
Menininha

Não tinha a ver com a tua idade
Mas com a santidade
Com que eu te olhava
Com que eu te via

Tu eras
Quem eu queria cuidar
E em ti me achar
Mais homem
A cada dia

Não se tratava
De domínio
Mas de fascínio
Admiração
Respeito
Amor
Afeição
Amor

Já disse amor?

Eras tudo
E hoje –
Eu mudo –
Tudo muda
Tudo mudou

Eram maravilhosos
Os fins de tarde
Onde eras menininha
E eu teu homem
Só teu

De vez em quando
Sinto saudades
Que algumas vezes arde
Feito chama invisível
Que nunca queimou
Mas que já doeu
O que tinha que doer

Posto que o amor
É assim:
Eras para mim
Mulher infinita…
E como em outros tantos
Amores da minha vida
Não há lágrimas
Em teu nome:
Só bem querer.

Almas gêmeas

Por que me chamou e falou comigo? Não sei. Por que respondi? Não sei.

Não chamei. Fui chamado. Você me chamou e nem percebeu. Você me chamou e eu vim.

A vida é assim. Quando há uma conexão de almas, quando há mais do que pode ser visto com os olhos, o mundo se transforma em um lugar mágico e sagrado. Não resta espaço para a dúvida, para o medo. As coisas acontecem simplesmente porque tem que acontecer, e o universo conspira para isso. O universo mostra o caminho, as respostas. Nos surpreende, nos faz ir em frente. O universo é por nós quando estamos em busca de nós mesmos.

Não se surpreenda se as suas necessidades e desejos mais profundos forem atendidos sem que precise sequer verbaliza-los. Há mais, muito mais do que pode ser visto com os olhos. Há o que só pode ser visto e sentido pelo coração.

almasgemeas1

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