Eu te procuro…

Minhas poesias de agora e de antes

Palavras ao vento

Pensar delirante

 

Até que ponto consigo precisar

E dizer o que é preciso?

Até que ponto consigo me calar

Diante do que carece de aparente nexo, juízo?

 

Eis minhas dúvidas de poeta

Que diante da felicidade e dor

Procura tão somente o que o coração sente

Posto que este só sente e é o mais puro amor.

vinho

5 – Inveja

Aquilo que tenho quando não estou contigo

E que me faz sentir que estou sem mim

 

Tenho inveja de mim mesmo

Do garoto que viro

Do semblante leve

Dos sorrisos, dos papos animados

Do não ter pressa

Do não ter rumo

Do não precisar do futuro

Do saber o que é só estar ali

 

Do barulho do mar

Da água de coco na praia

Do protetor solar

Dos coqueiros

Da restinga

Do biquini

Dá tolha que cai e me faz rir

 

É, eu tenho inveja de mim..

 

Quem sabe um dia essa inveja vire só saudade

E talvez um dia até essa saudade chegue ao fim

Seria uma pena

Enfim.

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1 – Gula

2 – Avareza

3 – Luxúria

4 – Ira

5 – Inveja

6 – Preguiça

7 – Orgulho

Bolhas de sabão

Não há espaço no meu coração para raiva

E nem para nenhum outro sentimento negativo

 

Eu sou mais do que isso

 

Eu não sou juiz

Eu sou perdão

Eu não sou um qualquer

Sou motivo e razão

Eu não sou abandono

Eu sou amor, empatia, compaixão

Eu não sou mais do mesmo

Sou mudança, solução

 

E não me importo com que me digam

Ou pensem de mim

Eu lido com fatos, atitudes

Não com promessas que são

Que vem e vão

Como bolhas de sabão

 

E hoje, quando saio às ruas

Levanto a cabeça e miro o céu

E sorrio em busca de um milagre –

E talvez esse milagre seja o tempo! –

Que aos poucos tornará suave

O silêncio

A ausência

A falta

O vazio

O que foi

E o que não foi

Em vão

 

E ainda assim

Nesse momento difícil

Caminho sem medo

Com muita, muita fé

Na certeza de que o milagre –

O tempo! –

Revelará o que sou

E para onde queria ir

Para onde vou

 

E se o vento por aí sussurrar

A minha voz, o meu cheiro

Não serão lamúrias

Mas espasmos de saudade

E talvez assim eu seja ouvido

E talvez assim eu volte a ouvir.

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Ufa!

Não sou ponto de partida

Não sou ponto de chegada

Eu sou a jornada

Sou a reticência

O et cetera

 

Id est

A presença

A saudade

O sonho

A realidade

O brilho

A certeza

O finalmente!

O ufa!

O até que enfim

O para sempre

O até o fim.

buzios

Marco zero

E pensar que eu só queria

Saber se você me lia

Pois em cada gota de tinta

Estava um pedaço de mim

 

E pensar que eu só queria

Nas noites tão vazias

Um beijo de boa noite

Um alento para a saudade que há em mim

 

E pensar que eu só queria

Contar o passar dos dias

Para aquecê-la em meus braços

Para tê-la em mim

 

E pensar que eu só queria

Que em minha cama vazia

Repousassem seus medos e sonhos

Para que você pudesse vivê-los em mim

 

E pensar que eu só queria

Ouvir e ser ouvido

Em prosa e poesia

Para fazê-la lembrar de mim

 

E pensar que eu só queria

O que ainda quero

Nosso amor, nosso marco zero

Laços sem fronteiras

Amor

Puro e retumbante

Amor desconcertante

Sem fim.

E assim foi

Não lembro

Não digo

Não divido

Não compartilho

Não planejo

Nada faço

Para que te sintas comigo

 

E ainda assim

Na ilusão de que tenho-te para sempre

Vivo essa vida doente

De ser tão independente

E de fato não estar bem sequer comigo

 

Não orbitas ao meu derredor

E sim, queres mais de nós

E eu sigo impassível

Querendo que seja inesquecível

O que faço de tudo para tornar perecível

 

A culpa não é tua, meu amor

 

Minha alma é muito sofrida

Minha vida muito dorida

E eu aquele sempre debochado sorriso de vida:

Eu não mais te amo.

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Deixa eu te contar…

Deixa eu te contar…

Fui embora querendo ficar

Queria voltar

Sei lá!

Cismei com essa coisa de te amar

 

Não largo mais o celular

Que grita

Apita

Crepita

Explicita

Esse vício que virou te amar

 

Mas não é só no celular…

É no corpo

No coração apertado

Nos olhos vidrados

No discurso emocionado

No tesão reprimido

Boca, pescoço

Nuca e ouvidos

Não se trata de castigo

É só essa mania de te amar

 

Amo

 

Já aceitei essa parte

 

Amo

 

Já aceitei essa parte!

 

Sendo coisa, vício ou mania

Se reafirma como poesia

Inspira

Desvela fantasias

No teu amor encontrei alforria

Mas no fundo ainda sou escravo

E ainda assim descarto qualquer agravo

Posto que não quero mais minha alma vazia.

bom-dia