Marco zero

E pensar que eu só queria

Saber se você me lia

Pois em cada gota de tinta

Estava um pedaço de mim

 

E pensar que eu só queria

Nas noites tão vazias

Um beijo de boa noite

Um alento para a saudade que há em mim

 

E pensar que eu só queria

Contar o passar dos dias

Para aquecê-la em meus braços

Para tê-la em mim

 

E pensar que eu só queria

Que em minha cama vazia

Repousassem seus medos e sonhos

Para que você pudesse vivê-los em mim

 

E pensar que eu só queria

Ouvir e ser ouvido

Em prosa e poesia

Para fazê-la lembrar de mim

 

E pensar que eu só queria

O que ainda quero

Nosso amor, nosso marco zero

Laços sem fronteiras

Amor

Puro e retumbante

Amor desconcertante

Sem fim.

Áspera vida

Áspera

À espera

A vida

Quem me dera

Ter-te aqui

Agora

Afinal

Seja como for

Sempre antes

Nunca depois.

Diga adeus aos seus sonhos…

…e transforme-os em realidade!

Lembra daqueles sonhos? Sim! Esses mesmos que você guarda aí dentro faz um tempão…

O que você fez ontem para transformar os seu sonhos em realidade? O que fará hoje? E amanhã?

Não fique apenas nos sonhos! Faça acontecer. Lute para que sua vida não seja apenas um conjunto de lembranças do que poderia ter sido. Até porque não serão só lembranças… Serão lembranças permeadas de amargura.

O dia é hoje! Não perca mais tempo! Siga seus sonhos! E que os problemas do dia-a-dia, do cotidiano, não sirvam como desculpa para que você não viva sua vida em toda sua plenitude.

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Invariável mente

Dormir

Anestesiar

Deixar de existir

 

Vai que algo muda

Enquanto não estou

Nem aí?

 

E ao mesmo tempo

Sou puro pensamento

Querendo despertar atento

Para saber se algo mudou

Se surgiu algum alento

Enquanto eu não estava

Por aí…

 

Nem aí

Nem aqui

Nem lá

Nem cá

Não adianta

Nem tentar

 

Até no sonho

Sonho para sonhar

Que não estou

Ou que não sou

Sempre

Invariavelmente

Em todo

E em qualquer lugar

Por ti.

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Algodão doce

Que me tirem tudo

Menos o meu direito de sonhar

Momentos melhores virão

E sonhos não serão mais sonhos

E eu os poderei tocar

 

Eu faço questão de muito

Mas meu muito é imaterial

E ainda assim é intenso, extenso

É de tirar o fôlego

É de me mostrar que sou mortal

 

E assim, eu erro acertando

E acertando, também por vezes erro

É que o sonho, sempre presente

Nunca, jamais ausente

Eu copiosamente venero

 

E se tropeço e caio

Se sou ferido por espinhos

Levanto-me sujo de sangue

Disfarço e sigo adiante

Meu expurgo faz parte do meu caminho

 

Só peço humildemente a Deus

Que esses sonhos me trouxe

Que alegre meu coração amuado

Pois eu sei que lá, quando eu chegar

Todas as nuvens serão de algodão doce.

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Adormecido

Acordei mais cedo que meu sonho

E ele permaneceu em minha cama

Adormecido…

 

Talvez um dia acorde

Talvez não

Talvez acorde e ainda seja sonho

Talvez não.

Efeito borboleta

Ouvi aquela música

Coloquei aquele perfume

Senti aquele cheiro

Fui naquele restaurante

Pedi aquela comida

Senti aquele gosto

Tomei aquele café

Vi aquele filme

Tomei aquele banho

Usei aquele sabonete

Folheei aquele livro

Pensei naquele assunto

Dormi daquele jeito

Sonhei aquele sonho

 

Sim…

Você sabe do que estou falando

Estava comigo para todos os efeitos

A saudade me faz replicar de longe

Todos os nossos cotidianos e banais feitos

 

Eu confesso! Eu confesso!

 

Meu maior e mais grave defeito

É deseja-la rotineiramente

No futuro do pretérito do presente perfeito

Nua…

Totalmente nua…

Batendo asas no meu leito.

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