Vitimismo: a idiotia em alta

Fiz faculdade de Economia. Sim, Economia é um curso de Humanas. Todo mundo adora falar mal dos cursos de Humanas, provavelmente por conta da maior concentração de “torcedores da esquerda” por metro quadrado. Entretanto, essa é apenas uma visão simplista do problema. Explico.

Quando fiz faculdade, tive contato direto com as definições de liberalismo sob a ótica de Adam Smith. Há material abundante na Internet sobre a “mão invisível”, de maneira que não acho necessário explicar o conceito neste texto. Em resumo, nas palavras do próprio:

Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro e do padeiro que esperamos o nosso jantar, mas da consideração que ele têm pelos próprios interesses. Apelamos não à humanidade, mas ao amor-próprio, e nunca falamos de nossas necessidades, mas das vantagens que eles podem obter. – Adam Smith

A minha vida mudou depois que li isso, e ainda mais quando contrapus as idéias de Smith e Marx. O motivo de eu não gostar de Marx? Em resumo, nas palavras do próprio:

Quanto menos comes, bebes, compras livros e vais ao teatro, pensas, amas, teorizas, cantas, sofres, praticas esporte, etc., mais economizas e mais cresce o teu capital. És menos, mas tens mais. Assim todas as paixões e atividades são tragadas pela cobiça. – Karl Marx

Não se trata, portanto, de um debate econômico, mas dos motivos e razões do ser, do existir. Adam Smith conhecia profundamente a essência humana, enquanto Karl Marx parecia apenas um adolescente raivoso, frustrado, incapaz e infeliz.

É importante destacar que tanto Adam Smith quanto Karl Marx e muitos outros são amplamente discutidos nos cursos de Economia (pelo menos nos mais sérios). Então, por que Marx virou uma espécie de guru dos “torcedores de esquerda”?

Eu acredito e vivo em um mundo onde tenho que matar um leão por dia. Meu mundo é de vitórias e derrotas. Não procuro apenas uma suposta estabilidade financeira. Não quero ter mais. Quero ser mais.

Se eu corro riscos? Claro que sim. Não tenho estabilidade alguma, mas as realizações que alcanço são diretamente proporcionais aos riscos aos quais me submeto. E sim, eu sou feliz assim, e acredito que qualquer um pode ser feliz dessa maneira. Basta entender que é preciso estar sempre na “crista da onda”: informado, atualizado, aprendendo, ensinando e se desenvolvendo o tempo todo.

Voltando ao início… Toda vez que vejo alguém defendendo as idéias de Marx, invariavelmente vejo um perdedor de primeira classe. São pessoas que acreditam que o mundo lhes deve alguma coisa, e que todos que são bem sucedidos na vida são opressores e responsáveis diretamente pela vida miserável na qual rastejam.

Portanto, na minha visão, ser de esquerda nada mais é do que ser preguiçoso. É uma declaração de perda total. “Sou nada e não faço nada, mas tenho direito a tudo”. É estar morto em vida.

Não há almoço grátis! A estabilidade de um empregado do setor público é o imposto, melhor dizendo, o confisco por parte do governo de quem está disposto a ser, a viver. Em resumo, quem sustenta quem nada faz é quem faz tudo. Percebem a contradição intrínseca?

Portanto, não tente de maneira alguma culpar os cursos de Humanas por conta do fracasso de toda uma geração. Esse fracasso é vendido como facilidade dentro das faculdades, mas quem recebeu as mínimas informações no maior estilo “World for Dummies”, sabe que esse vitimismo é, acima de tudo, ócio, preguiça e vagabundagem.

Apenas para deixar claro, isso não significa que não devemos ser caridosos. Sem caridade não há salvação. Entretanto, deixando de lado os casos emergenciais (que não são poucos), o que faz mais sentido: dar o peixe ou aprender/ensinar a pescar?

Pense nisso. Sua vida depende apenas de você. Se for para ser um inconformado, seja com você mesmo.

vitima

Lágrimas de um palhaço

Já reparou que costumamos julgar um produto por sua embalagem? Rostos corados, bronzeados, bonitos. Roupas novas, perfumes caríssimos, maquiagem perfeita. Relógios de grife, carros importados, celulares de última geração. Fomos ensinados a achar que as pessoas que se apresentam dessa forma são extremamente felizes.

Minha falecida avó, grande figura, sempre brincava com isso: “É melhor chorar dentro de um Mercedes do que dentro de um Fusca.” A pergunta é: será? Com certeza. Mercedes tem até aquecedor de banco para esquentar a a bunda em dias frios. Sem comparação! rs.

Deixando um pouco de lado a brincadeira, um dos fatos que mais me marcou nos últimos tempos foi o suicídio do ator Robin Williams. Uma figura de sucesso, extremamente talentosa, engraçada, rica… E terminou sua vida assim. Suicídio. Alguém esperava por isso? Tenho certeza que não. Pelo menos nós que não o conhecíamos de perto.

Então, não se iluda com sorrisos plásticos, corpos perfeitos e coisas materiais tidas como indicadores de sucesso. Por detrás de um invólucro carnal que transborda sensualidade e demonstra todos os tipos de vitórias no mundo físico, pode haver uma alma em frangalhos. Ajude sempre que for possível. Não perca a oportunidade. Tente ver sempre além das aparências. Veja com os olhos da alma. Esses são os únicos olhos que podem ver tudo.

E mais do que isso… Talvez seja essa a parte mais importante. Que você não use a desculpa de não ter esse sucesso material para ser feliz. Uma roda de bons amigos comendo frango com farofa com certeza vale muito mais do que um jantar cheio de frescuras em que as pessoas se relacionam apenas por interesse. Enfim… QUAL A SUA DESCULPA PARA NÃO SER FELIZ COM O QUE TEM?

Sim, tem música do Iron Mainden. A música TEARS OF A CLOWN foi feita inspirada no suicídio do Robin Williams. E logo abaixo, uma entrevista do Bruce Dickinson falando sobre a música, de autoria do Steve Harris.

 

Redes (Nada) Sociais

E então, você olha na timeline do seu amigo… Sim, aquele mesmo que pega o ônibus sem ar-condicionado com você todo o dia para ir e voltar do trabalho, e se depara com a seguinte frase:

“Se fui pobre, nem me lembro!”

A frase é a legenda de uma foto. A foto é bonita! Neve, todo mundo sorrindo, uma alegria contagiante! E aí você lembra do ônibus… E lembra que naquele mesmo dia o seu amigo tinha dito que ia começar a levar comida de casa, porque o vale-refeição não estava dando nem para comprar uma coxinha com refresco genérico.

Neve ou marmitex? Marmitex ou neve? Quem é seu amigo, afinal?

Depende… No mundo real, ele é o do marmitex. Provavelmente, jamais conseguiria viajar ou ver neve se assim não fosse. No mundo virtual, entretanto, ele praticamente mora na neve. E isso, sinceramente, mostra o quanto estamos na merda em termos de valores.

Desde quando ter ou não ter dinheiro faz de alguém melhor ou pior? As Redes Sociais são meios para nos comunicarmos com nossos amigos e nos reconectarmos com amigos do passado, ou maneira de criarmos avatares, que representam aquilo que gostaríamos de ser?

O problema das Redes Sociais é que elas se transformaram em um espaço para delírios coletivos, onde pessoas se vendem pelo que não valem e pessoas compram aquilo como verdade. “Nossa, como Fulano é mais feliz que eu! Veja que lindo o banheiro da casa dele!” Sorte que foto não tem cheiro…

A vida de todos é cheia de altos e baixos. Não use as Redes Sociais como termômetro da sua felicidade. Por detrás de rostinhos que sorriem aos pés da Torre Eiffel, pode haver histórias e desafios muito maiores do que é possível imaginar. E acredite: se você soubesse de todos esses desafios, daria graças a Deus pela sua vida “mais ou menos” e seria MUITO feliz!

Seja feliz com sua vida! Só isso! Não use como desculpa para não ser feliz a vida dos outros. E lembre-se sempre: um churrasquinho na laje pode ser tão ou mais divertido que uma festa de gala. Depende apenas do ângulo você vê a situação.