Sonhando em sonhar

Sonhar com possibilidades

É como planejar o planejamento

Batalha que já se inicia perdida

Sem qualquer tipo de alento

 

Sonhos se vivem

A vida deve ser sua materialização

Sonhar e não realizar extingue

O sonho em si mesmo, é sonhar em vão.

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Eu vigorosamente te amo

Que teu pranto

Seja meu pranto

Tua aflição

Minha aflição

Tua angústia

Minha angústia

Teu medo

Meu medo

Tua culpa

Minha culpa

 

Minha fé

Tua fé

Minha certeza

Tua certeza

Meu sorriso

Teu sorriso

Minha vitória

Tua vitória

Minha vida

Tua vida

 

Nada além disso

 

Eu vigorosamente te amo.

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Anagnórise – Inferno

Parte III

 

E quando parecia derrotada

Eis que se levanta a razão:

“Tenho total e absoluto controle

Chores, pobre apaixonado!

Chores na solidão!”

 

E em rios de lágrimas

Afogou-se a alma

Do homem de fé

Suas vísceras foram rasgadas

Suas crenças dilaceradas

E seus sonhos…

Natureza morta

Vida torta

Fecharam-se as portas

Nunca mais iria sorrir!

 

E no seu quarto

Demônios de todos os tipos

Dançaram em ritmos alucinantes

Riram a todo instante

Gargalharam

Zombaram

Fazendo-o ganir!

 

Dor, um oceano de dor!

Lágrimas ácidas

Suor putrefato

Enxofre

Miséria

Não esperava por tal ato

Sentia-se dominado

Subjugado

Humilhado

De homem apaixonado

À sobras de um coitado!

 

Onde estaria Deus?

De que valia a tal fé?

Será que fazia

Sem saber

Preces para o diabo?

Não, ele não podia

Estar enganado

Mesmo assim

Arrasou-se o homem de fé

Virou poeira

Pó de estrada

 

“Por que este succubus

Meu Deus!

O que fiz de tão errado?”

E sem resposta

Sentiu-se apunhalado

Lembrou-se de Dante

Mas sem forças

Hesitante

“Onde está Virgilio?

Se estou no inferno

Quero daqui sair!

E se ela não é minha Beatrice

O que de fato

Estou fazendo por aqui?”

 

E sem repostas

Não dormiu

Não comeu

Esmoreceu

Padeceu

Pereceu

E deixou-se morrer

E no seu sonho de morte

Foi acordado por um anjo

Que com clareza lhe disse:

“Homem de pouca fé

Levanta-te!

Estás brincando com tua

Sorte?

Se estás no inferno

Agiganta-te!

De que adiantam palavras

Se quando tua fé é testada

Pareces uma criança?

Na razão jaz tua

Esperança.”

 

E assim ele fez

Levantou-se ferido

E os demônios assustados

Fugiram aflitos

E com o peito aberto

E o coração nas mãos

Com sangue jorrando

Aos borbotões

Resiliente, disse:

“Coração, perdoa-me!

Fui fraco na fé

Querer qualquer um quer

Mas não só eu quero

Deus também quer

Enviou-me até

Um anjo!”

 

E tomado por uma miríade

De luzes de todas as cores

Aceitou sua cruz

E seu ofício

Sacrifício

Na certeza de quem tem fé

Pela fé vive e alcança

“Aquiete-se, razão!

Não sou teu inimigo

Sou teu aliado

Estamos eternamento

Do mesmo lado!”

 

E com a fé testada

De joelhos agradeceu

Pela prova

Que Deus lhe deu

Pois para as maiores conquistas

É preciso estar apto

Lutar contra as incertezas

E reconhecendo suas fraquezas

Transcender

E mesmo sem ainda ter

Alcançado a vitória

Vencer.

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