Mil sóis

Sinto a tua presença em tudo
No todo
Nas partes

Não caminho mais sozinho
E nem caminho para esquecer
Porque tudo que sei fazer é lembrar

Vivo silêncios ruidosos
De onde brotam infinitas declarações de amor
Desejos e vontades reiteradamente confessos
Saudades que não são doridas
Vida que é viva
E que me faz acreditar
Que minha própria vida
Ficou de pé e pôs-se a andar
A correr
A voar!

Não mais me anseia o futuro –
Estou ocupado demais com o presente –
Estrepitando sentimentos dormentes
Permitindo-me sentir e ir
Sem receio
Sem medo
Imerso em mim
Ardendo feito mil sóis.

Prisão Invisível

“Somos desfeitos pela verdade. A vida é um sonho. É o despertar que nos mata.”      Virginia Woolf

As pessoas, em geral, se assustam quando percebem, algumas vezes com 60 ou 70 anos, que viveram uma vida muito aquém da que poderiam ter vivido. Culpam todos. Blasfemam. Reclamam. Deprimem-se. Desistem. Mortos por dentro, em seguida morrem por fora.

Outros, mais espertos, procuram meios de sair do sonho, da Matrix, e encarar a vida como ela é. Isso pode ser feito através da psicanálise, por exemplo. É um processo doloroso, difícil, mas é a única maneira de viver a vida em sua plenitude o quanto antes.

E depois de passar por esse processo, qual a vantagem em negá-lo? Qual a desvantagem em admitir que para que a vida seja plena é necessário sair da Matrix?

Não somos robôs. Temos desejos, vontades, necessidades. Fugir destes é como fugir de nós mesmos.

Bom… Acredito que você já tenha percebido que a frase do início do texto não me agrada nem um pouco. Despertar é necessário! Viver é necessário! Os fracos optam pela mentira conveniente. Os fortes pela verdade inconveniente.

Você é forte. Tenho certeza disso. Quebre a prisão invisível que existe a sua volta!

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